A representação emocional de uma criança com autismo

 

Se vocês tivessem que descrever alguma característica apresentada pelas pessoas que vivem sob o Transtorno do Espectro Autista (TEA) qual seria? As respostas para esse desafio pode variar bastante, tamanha a diversidade que elas representariam. No entanto, a representação emocional seria lembrada por parte dos participantes.

Esse aspecto é um dos mais marcantes dentro do autismo. Tal sintoma pode surgir na condução do comportamento autístico como resultado de algumas características presentes na vida do paciente. Veja o porquê desse aspecto a seguir.

A apatia diante de estímulos

Bom, é importante, antes de tudo, traçar um pequeno caminho até chegarmos ao motivo que leva a representação emocional no autismo. Quando a criança recebe o diagnóstico do TEA, alguns pontos já tendem a ser de conhecimento dos pais e das mães do pequeno.

O bebê, que convive com autismo, geralmente não estabelece contato visual com sua mãe e muito menos esboça alguma mudança quando a vê ou está sob influência de algum estímulo. Uma criança atípica (sem TEA) demonstraria certa agitação, ou seja, o estado emocional dela mudaria quando estivesse vivenciando a mesma situação.

Quando pouco maior, as crianças costumam esboçar expressões faciais, mesmo que contidas, sempre que confrontadas com o reflexo no espelho; a voz dos pais ou outro som que lhe fosse familiar.

Por que isso acontece?

O autismo é responsável por afetar o desenvolvimento das pessoas. Isso significa que muitas habilidades podem ser prejudicadas, dependendo do grau do espectro. Sendo assim, é relativamente normal que os pequenos apresentem problemas na interação social ou em sua autonomia diante de variadas situações do seu dia a dia.

A representação emocional no TEA é um dos pontos principais a ser prejudicado, tendo em vista que as atividades comportamentais sofrem o impacto do autismo. Por conta disso, é relativamente normal que um paciente em tal condição não consiga estabelecer uma conversa com início, desenvolvimento e desfecho. O transtorno é responsável por essa característica na vida da criança.

O que fazer para lidar com essa situação?

O primeiro passo a ser dado é a procura por um especialista que possa acompanhar o caso da criança. Somente com esse auxílio, as intervenções necessárias podem ser pensadas para suprir a demanda do pequeno frente aos desafios que vão surgindo.

Outro detalhe que deve ser sempre lembrado é que a presença de uma equipe multidisciplinar é indispensável para a proposição de tratamentos aos pacientes com TEA. Isso faz toda diferença no desenvolvimento das habilidades das crianças.

Regulação emocional: um importante processo

Em artigos anteriores explicamos o objetivo desse importante processo e como ele pode ser decisivo no aspecto comportamental dos pequenos. Vamos relembrar. A regulação emocional é responsável por adotar atividades estratégicas que são usadas com o intuito de aprimorar, manejar e articular o que chamamos de ativação emocional. Tudo isso serve para estabelecer suportes a adaptação social da criança e inibir comportamentos que tendem a prejudicar a conduta do pequeno.

Existe outra forma de contribuir com a condução do autismo?

Sim, com certeza. Mais uma vez voltamos com as intervenções. Elas formam estratégias que garantem eficácia e efetividade. Dentre vários aspectos, a representação emocional é um dos aspectos que podem receber essa ajuda. Todas elas estão no tratamento com a Psicopedagogia.

Essa ciência é responsável por promover a autorregulação no autismo. Os especialistas se pautam tanto na análise profunda e na observação de uma situação concreta.

Além disso, a Psicopedagogia pode trabalhar com profundidade aspectos que estão ligados à cognição e ao comportamento da criança, impulsionando a representação emocional do pequeno e contribuindo para outras habilidades do paciente.

 

 

 

Dr Clay Brites

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