ABA: Ensino da fala para pessoas com autismo

 

Inúmeras pesquisas já evidenciaram que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) traz consigo uma série de sintomas que podem ser encontradas nos graus variados da doença. Pouca interação, contato visual deficitário e estereotipias são, geralmente, as características mais lembradas pelo grande público.

No entanto, muitos pacientes diagnosticados com autismo também demonstram uma inabilidade que acarreta problemas sérios, sobretudo no ambiente social: a falta de comunicação verbal ou linguagem desenvolvida. A fala no autismo é algo sério.

Autismo e dispraxia da fala

No caso de uma criança que convive com TEA, uma condição relativamente frequente é a dispraxia da fala. Isso ocorre quando o pequeno já nasce ou demonstra alguma dificuldade que pode afetar o seu desenvolvimento infantil, sobretudo no que diz respeito ao cumprimento de uma sequência motora de fala. Vale ressaltar que essa ocorrência pode ser notada nos primeiros anos de vida.

Importante ressaltar que na dispraxia não há uma ruptura. Tal informação significa que ao longo do crescimento do filho, os pais vão percebendo que existe esse déficit na fala. O problema é que muitos adultos demoram a levar suas crianças aos consultórios. Quanto mais precoce for a procura, mais distante pode ser o resultado. Entretanto, existem intervenções que tendem a trabalhar essa situação de maneira proveitosa.

ABA e a fala no autismo

Quem acompanha nossos conteúdos sabe que as terapias a se basearem na ABA trazem resultados excelentes ao desenvolvimento do paciente. E como os profissionais fazem para lidar com a questão da comunicação verbal da criança através da ABA? Por acaso vocês já pararam para pensar? Confiram abaixo.

É verdade que os tratamentos com base em princípios da Análise do Comportamento Aplicada, conhecida popularmente como ABA (Applied Behavior Analysis), tem se apresentado por meio de pesquisas como uma solução bastante eficiente. Isso possibilita um quadro de desenvolvimento significativo na linguagem.

Devemos sempre lembrar que a ABA é um campo que traça investigações e é responsável por promover uma aplicação dinâmica, evoluindo de acordo com novos princípios comportamentais ao passo de que novos estudos são realizados. Isso significa que muitos terapeutas utilizam suas técnicas com base na ABA a fim de levar a seus pacientes todo esse conhecimento. Dentre os profissionais, destacam-se os fonoaudiólogos.

Além disso, podemos salientar que ocorre também uma melhoria na qualidade de vida para esses pacientes, mas, principalmente, quando as intervenções acontecem de forma associada a um sistema de comunicação por trocas de figuras PECS (Picture Exchange Communication System), para citar apenas um exemplo.

Como funciona PECS e como ela impacta a fala no autismo?

Importante lembrar que a sigla PECS tem origem no inglês Picture Exchange Communication System™. Em português, a tradução pode ser definida como Sistema de Comunicação por Troca de Figuras. O PECS foi desenvolvido nos anos 1980 por Andrew S. Bondy e Lori Frost.

A definição mais precisa de PECS é de que se trata de um sistema de intervenção que funciona como alternativa de comunicação exclusiva  e que tende a ajudar as crianças diagnosticadas com autismo na aprendizagem de uma comunicação funcional. Como curiosidade, vale ressaltar que o PECS foi usado pela primeira vez em programa terapêutico no estado norte-americano de Delaware.

Tratamento com fonoaudiólogos

É inegável que a presença desses especialistas é essencial para o desenvolvimento dos pacientes que convivem com autismo. No entanto, antes de chegar a esse nível, deve-se procurar um neuropediatra para que, a partir de sua análise, o profissional indique os terapeutas que podem oferecer as intervenções necessárias, como aquelas que tendem a impulsionar a interação social e a linguagem.

 

Dr Clay Brites

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