As causas do Transtorno do Espectro Autista (Autismo)

Desde meados dos anos 40 a medicina e a comunidade científica vêm tentando desvendar as causas do TEA (Transtorno do Espectro Autista).  Pesquisas e evidências com populações maiores de autistas e com aumento dos trabalhos voltados para este fim nos anos 70 e 80 colocaram o transtorno como uma condição mais próxima de ter causas genéticas e hereditárias.  Atualmente, com o desenvolvimento exponencial da genética, dos avanços neurocientíficos e neuropsicológicos,  o TEA tem cada vez mais sido investigado e os resultados mostram a associação do mesmo com mutações genéticas, síndromes, doenças metabólicas, epilepsias e outros transtornos de desenvolvimento. Hoje, já se constata que existam mais de 80 alterações no gene humano associado ao Autismo e genes em comum com outras condições médicas e de natureza biológica.

Neste sentido, observa-se que a presença de algum indivíduo na família com TEA aumentam as chances do casal vir a ter um filho com esta condição. O mesmo pode se dizer nos casos em que a idade do casal supera os 40 anos onde se observam maiores riscos de erros ou falhas no material genético. Há anos já se reconhecem a associação de aumento de idade materna para engravidar  com o aparecimento de crianças sindrômicas, especialmente a Síndrome de Down, e o Autismo não foge a essa regra.

Com o avanço da medicina perinatal e os cuidados cada vez mais salvadores das UTI’s pediátricas neonatais, cada vez mais observamos bebês prematuros sobreviverem e, na sua evolução, virem a apresentar sintomas de TEA. A prematuridade eleva o risco de autismo não somente pela baixa idade gestacional, mas porque expõe a criança a inúmeras complicações no pós-parto por esta não conseguir manter seu sistema respiratório e pelo risco infeccioso.

Por muitos anos, as vacinas e alimentos artificiais foram colocados como vilões, assim como o perfil emocional e a qualidade de relacionamento mãe-filho, mas tais hipóteses hoje se encontram descartadas como possíveis causas do TEA. Infelizmente, não existem causas que sejam reversíveis até este momento e as pesquisas atuais estão avançando neste rumo tentando identificar algum mecanismo ou fragmento genético que possa ser “curado” ou inibido a fim de que sua ação patológica seja anulada, mas os resultados são ainda apenas promissores.

Como a chave da compreensão acerca da causa do autismo ainda continua obscura, temos que focar na identificação mais precoce possível e intervir prontamente no seu quadro comportamental, pois atualmente estes continuam sendo os meios mais valiosos e eficazes para combater os efeitos do Autismo nas crianças.

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