Atuação profissional do Psicoterapeuta no TEA

Os casos de pacientes diagnosticados com TEA (Transtorno do Espectro Autista) sempre representam desafios na vida dos familiares, mas também na equipe de profissionais que precisa propor as intervenções necessárias para o tratamento.

É sabido que de acordo com a intensidade exercida pela síndrome, o acompanhamento de especialistas deve ser uma constante na vida da criança, adolescente ou adulto. A presença profissional é imprescindível para as melhoras que podem vir, de forma gradativa e eficaz, na vida do autista.

Esse auxílio só se torna possível graças à participação de diferentes equipes, que apresentam soluções cujos resultados são excepcionais. Uma categoria que merece destaque entre esses profissionais são os psicoterapeutas, responsáveis por um trabalho fundamental na vida dos pacientes incluídos no TEA.

Quem são os psicoterapeutas?

Com formação superior em psicologia, os psicoterapeutas atuam com propostas de auxílio a essas pessoas. Eles são responsáveis pela indução de processos específicos que ajudam a condução da melhora no comportamento do autista.

As terapias propostas pelos especialistas elucidam técnicas que promovem a análise e a intervenção em problemas que afetam o lado emocional, comportamental (como visto acima) e até mesmo nos transtornos mentais dos pacientes.

Além disso, outro detalhe que vale a pena ressaltar é o trabalho que os psicoterapeutas desenvolvem a fim de estimular o autoconhecimento dos pacientes a partir de suas próprias ações. Tudo isso é feito com o objetivo de propor a aprendizagem de novos comportamentos e, assim, estabelecer qualidade de vida diante das dificuldades e dos desafios encontrados no dia a dia da pessoa que convive com o autismo.

O acompanhamento de um psicoterapeuta também simboliza uma boa fonte de informação para a família. Através de conversas, o profissional pode indicar o que é aconselhável, ou não, para a melhora do paciente em seu cotidiano.

Quais são as intervenções propostas pelos psicoterapeutas?

É preciso saber quais são os tratamentos mais utilizados pelos profissionais a fim de estabelecer a melhora dos pacientes. Todos os três a serem mencionados têm sua eficácia comprovada na evolução comportamental dos autistas, por exemplo.

– ABA (Análise do Comportamento Aplicada): a ABA é voltada para os comportamentos que devem ser induzidos em áreas importantes, como a comunicação e a coordenação motora, além de aspectos mais gerais: habilidades sociais e desempenho acadêmico;

– PECS (Comunicação por Trocas de Figuras): nesta categoria, a criança aprende a trocar figurinhas para mostrar a seu interlocutor o que ela deseja naquele momento. O próximo passo, depois que ela passa a ter um domínio sobre as figurinhas, consiste na forma de comunicação para estabelecer outros diálogos. Importante frisar que o PECS é usado com pacientes que tenham dificuldades para se comunicar oralmente;

– TEACHH (Tratamento e Educação de Crianças Autistas e Atrasos na Comunicação): o TEACHH é muito mais amplo que aborda uma série de adaptações que vão influenciar no comportamento geral da pessoa, desde os detalhes mais simples ao mais abrangente.

A técnica mais apropriada é indicada pelo psicoterapeuta, que analisará a condição do autista e a disposição do mesmo para o início da intervenção.

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