Autismo: como o professor pode contribuir para o desenvolvimento motor?

A infância apresenta um verdadeiro leque de desafios, seja para a criança em si ou para os adultos. Esse período, especificamente, é marcado por muitas transformações. A fala, a firmeza das pernas, a noção de espaço e outras etapas podem ser notadas a partir de então. Outro detalhe que revela uma grande importância é o desenvolvimento motor do pequeno.

A relevância do ensino primário e fundamental

Durante a escola primária e, posteriormente, o ensino fundamental, os alunos ficam diante de atividades que têm a intenção de promover a interação deles com a possibilidade de trabalhar os movimentos, responsáveis pela coordenação do corpo.

No entanto, cada estudante pode apresentar uma peculiaridade. Existem crianças que manifestam mais facilidade para algumas funções. Outras já mostram dificuldades, como pode ser o caso de um indivíduo com um distúrbio que esteja incluído no Transtorno de Espectro Autista (TEA).

O que pode ser feito para solucionar essa situação?

Dentro de sala de aula há uma infinidade de atividades que podem impulsionar, e muito, o processo de desenvolvimento motor de uma criança. Os educadores sabem como e quais são os exercícios responsáveis para cada necessidade. Porém, a presença de um psicopedagogo ou psicomotricista serve para enriquecer, ainda mais, a elaboração de tais tarefas.

É sempre bom lembrar que uma tesoura, um lápis, uma folha de papel (além de outros itens) são objetos que podem auxiliar os professores nessa missão, que vem carregada de superação para ambas as partes.

Importante saber

– Coordenação motora fina: responsável pelos movimentos que possibilitam ações como escrever, recortar, bordar, colorir, rabiscar, colorir, etc. Nota-se a utilização de músculos pequenos para a execução dessas atividades.

– Coordenação motora grossa: nesta categoria incluem-se os músculos responsáveis por tarefas que exigem mais força e a utilização de membros como as pernas: dançar, pular, correr, balançar os braços, etc.

Quais atividades são recomendáveis?

Os exercícios dados em sala de aula de forma corriqueira são grandes aliados para o desenvolvimento motor da criança. Tais atividades estimulam a coordenação dos pequenos de forma que os alunos nem percebam que estão sendo submetidos a uma série de tarefas benéficas para eles. Veja o que pode ser trabalhado com seus pequenos no ambiente escolar:

  • Dobraduras;
  • Exercícios que trabalhem com recortes;
  • Colorir figuras geométricas tentando respeitar os limites;
  • Desenhar círculos, quadrados, retângulos e linhas (que estimulem a noção de espaço);
  • Estimular brincadeiras que usem as famosas massinhas;
  • Tarefas clássicas que incentivem cirandas (ideal para estimular coordenação motora grossa);
  • Danças em grupo (trabalhinhos que incentivem a valorização da cultura regional, por exemplo);
  • Atividades físicas (mas que levem em consideração os limites de cada aluno);
  • Teatro com marionetes;
  • Outros.

Um aluno, uma demanda

O interessante de se trabalhar em sala de aula é a possibilidade de lidar com a diferença. Sendo assim, sempre é bom lembrar que a característica de um aluno pode ser completamente diferente do coleguinha ao lado. Isso pede discernimento por parte do educador, que deve aplicar a mesma atividade para todos, mas com a consciência de que cada criança tem o seu tempo para aprender e absorver o que é passado a ela.

No caso do desenvolvimento motor, qualquer atraso manifestado deve ser orientado por um especialista, como o psicomotricista, o psicopedagogo e o terapeuta ocupacional. O importante é que todos possam entrar na brincadeira e se desenvolver sua coordenação motora de forma lúdica e pedagógica.

 

Veja mais sobre a estimulação do desenvolvimento motor neste vídeo:

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