Autismo: cuidados para evitar acidentes

O assunto hoje é sobre os cuidados que devemos tomar para evitar acidentes com autistas. É importante salientar que os familiares devem estar atentos que a criança ou adolescente autista não tem noção de determinadas situações e que podem colocar a integridade deles em risco. Não podemos descartar a possibilidade que o adulto também precise de um acompanhamento mais próximo. Por isso, é imprescindível que a intervenção como tratamento seja feita de forma precoce.

Há casos, no entanto, de pacientes com autismo mais leve que não implicam tantos riscos. A atenção deve ser redobrada quando a pessoa apresentar um autismo mais severo. Quais são as questões principais que cerceiam as nossas preocupações quando conduzimos pessoas com autismo? Se você também tem essa dúvida, veja o que pode ser feito para lidar com cuidados no TEA (Transtorno do Espectro Autista).

Perigos ambientais

Crianças, adolescentes e adultos não percebem muito o perigo de entrar em um lugar que ofereça riscos a ela. Lugares escuros e com penumbras podem causar confusão na pessoa com TEA, já que ela não consegue se orientar em situações como essas. O autista tem certa dificuldade de percepção direita/ esquerda – perto/longe, etc.

Direção – Espaço

Dificuldade com direção e espaço também fazem parte da vida da pessoa com TEA. O autista pode achar que aquele espaço em que está é pequeno e, de repente, ele pode se perder naquele ambiente. Outro detalhe é que o local pode se tornar estranho a ele, onde, infelizmente, muitas crianças se perdem.

Há casos de crianças que saem correndo pelos lugares por conta dessa falta de percepção de espaço que elas têm. Por isso é importante ressaltar aos pais e responsáveis que os cuidados devem redobrados.

Percepção social

A criança pode ter dificuldade em reconhecer se a pessoa que está por perto é alguém da família ou um estranho. Por conta disso, essas crianças estão mais propensas a serem vítimas de rapto, abuso sexual e outras ações a que estão expostas quando não há ninguém conhecido por perto.

Como o autista não tem a facilidade de descobrir a intencionalidade de quem se aproxima, ele pode sofrer essas violências. A criança autista tem muita dificuldade de percepção social de coisas boas ou coisas ruins.

A tendência é que essa percepção melhore com o passar dos anos, mas somente com o treinamento. Isso ocorre por meio de um treino de habilidade social, em que ela vai compreender situações, formas de relacionamento, perigos. Uma forma de ensiná-la é conversar com a criança e o adolescente sobre a importância de estar sempre por perto.

Há autistas que gostam de ficar perto de pessoas que lhe são familiares, seja pela voz ou pela aparência. Uma dica é treinar a criança e deixá-la sempre perto. O uso de objetos preferidos do pequeno também é uma ótima alternativa.

É importante lembrar que o autista precisa se socializar, então o responsável por ele deve deixá-lo livre, desde que seja em um local que tenha como controlá-lo e não o perder de vista.

Utilidade das coisas

Exemplo disso são os objetos que a criança autista coloca na boca: brinquedos que têm pontas, lugares que podem oferecer riscos de queimadura, fraturas e até cortes. É importante estar sempre atento com os pequenos autistas.

Curiosidade: por que autistas não sentem dor?

Alguns autistas têm hipersensibilidades para algumas coisas e baixa sensibilidade para outras. Por outro lado, existem autistas que não sentem tanta dor por terem baixa sensibilidade a esse estímulo. Isso acontece porque o cérebro do autista não processa a dor de forma adequada. A percepção da dor pelo autista é de forma reduzida. Somente em dores muito fortes é que o autista sentirá.

Nunca se esqueça

Todo cuidado é sempre muito válido e o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar pode ajudar o autista de forma bastante satisfatória.

  • Leio sempre, pq são dicas de especialistas falando sobre um assunto q não tem tanta difusao,tenho um pequeno em casa,recentemente diagnosticado.Continuem nos ajudando a lidar melhor com essas situações,principalmente pelo bem dos nossos pequenos.

  • Bem interessante meu filho venho está semana da escolinha com o braço todo marcado ele apertou o braço na cadeira e não se queixou de dor e nem pediu ajuda mas o mais intrigante é q ele sempre tem hipersensibilidade a dor…

  • Como nós mães podemos passar a tarefa de casa e treinamento feito em casa depois da equipe multidisciplinar , foi bom este alerta , mas gostaria de saber lidar com as tarefas dele em casa

    • Na escola onde eu trabalho tem dois autistas um é muito agressivo e o outro não, as vezes não sabemos lidar com a agressividade, ele quer moder, batar e empurrar. Derruba as cadeiras e mesas da sala.

  • Bom dia,
    Adoro essas dicas psra ajudar meu pequeno. Ele teve diagnóstico de autismo grau leve a quase um ano, faz 5 terapias semanais,estuda em escola regular e também faz natação. Tudo isso faz com que ele melhore cada vez mais. Ele tem muita sensibilidade na hora de cortar unhas. Um abraço e muito obrigado.

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