Autismo em Adultos: quando e como saber?

Por acaso vocês leram algo a respeito de autismo em adultos? Saibam que essa realidade faz parte de muitas pessoas que sequer imaginavam conviver com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

No entanto, é importante frisar duas situações distintas acerca deste assunto. A primeira trata-se daqueles que descobrem o TEA quando adultos. A segunda refere-se aos indivíduos que convivem com a síndrome desde criança e como ele se porta diante da sociedade. Vejam muito mais a seguir.

Como e quando descobrir o autismo em adultos?

Embora pareça improvável, é fato que muitos pais e mães podem ser informados da presença do TEA em sua vida. A informação é possibilitada a partir de uma consulta com especialista. Entretanto, o contato com o médico é realizado primeiramente como uma atitude de pais com filhos que demonstram conviver com o autismo.

Por meio de uma entrevista com o profissional, os adultos passam a fornecer alguns dados sobre suas vidas (infância, adolescência, rotina profissional, comportamentos). Nesse caso, o neuropediatra pode identificar o autismo não só na vida da criança (motivo inicial que teria levado os responsáveis pelo pequeno aos consultórios). O especialista colhe essas informações e cruza o que foi relatado pelo pai ou mãe com as características do filho.

Portanto, é importante deixar bem claro: o diagnóstico de autismo em adultos só é possibilitado, na maior parte dos casos, quando eles suspeitam da existência do TEA em seus filhos. O cruzamento de dados feito pelo médico identifica o pai ou a mãe como pessoa que também convive com o transtorno.

Mas e se o adulto não tiver filhos? Como saber?

Para isso é preciso que a própria pessoa levante a suspeita acerca do próprio comportamento. Existem algumas características que podem indicar a presença do TEA. Sendo assim, vejam quais são sinais de autismo em adultos, que muitas vezes passam despercebidos.

– Características:

– Utilização de linguagem direta (jeito áspero de falar com as pessoas sem discernir os momentos ou o tom de voz);

– Pouca comunicação visual;

– Pouca ou nenhuma compreensão para situações que envolvam situações afetivas e emocionais;

– Pouca habilidade para detectar sinais sociais;

– Obsessão para seguir determinadas regras e tarefas;

– Irritação repentina quando algo sai da rotina (rigidez em costumes e hábitos);

– Hiperfoco em determinados assuntos e objetos;

– Outros.

É possível alguém viver sem saber da existência do TEA?

Nessas condições, sim. No entanto, estamos falando daquelas pessoas que demonstram os sinais do autismo leve, ou seja, de indivíduos que trabalham, estudam, mantêm família, etc. Diferente de quem convive com autismo moderado e severo.

E quando a pessoa convive e sabe do transtorno?

Quando o adulto recebe o diagnóstico na infância, é bem provável que ele já tenha passado por intervenções ao longo de seu desenvolvimento. Então, pode ser que as características estejam sob controle por conta do tratamento recebido.

Porém, o autismo em adultos também varia. Sendo assim, podemos encontrar pessoas que vivem com TEA moderado ou severo. Nessa situação é possível que os indivíduos demonstrem aqueles sinais que realmente afetem seu convívio social:

– Inexistência de comunicação verbal;

– Hipersensibilidades;

– Pouca habilidade para as relações com o próximo;

– Entre outros.

Importante saber

É imprescindível enfatizar a importância que os tratamentos representam na vida de uma pessoa. Quando os pais levam seus filhos aos consultórios, eles também devem ter em mente que as intervenções podem proporcionar progressos consideráveis, como a utilização da linguagem, comportamentos adequados, melhoria na interação social, autonomia e outras conquistas.

 

 

 

 

Dr Clay Brites

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