Autismo em Bebês: Como identificar?

Identificar autismo em bebês é algo que depende de muita observação, pois como a criança está nos primeiros meses de vida, a percepção de que seu comportamento não apresenta certa normalidade para a idade ainda é incipiente.

Não existe uma maneira de diagnosticar instantaneamente o Transtorno do Espectro Autista (TEA) se não com os pequenos sinais que o bebê vai mostrando ao longo de seu desenvolvimento. A tarefa não é simples, uma vez que a atenção terá de ser redobrada para que, a partir de uma suspeita, os pais levem a criança ao consultório médico.

Quais são os primeiros traços que devem ser observados?

Em se tratando de bebês, devemos nos atentar mais aos estímulos gerados pelas vozes das pessoas que estão por perto do pequeno, pelo contato visual, assim como objetos que chamariam sua atenção e outras situações que despertariam sua curiosidade.

Tudo isso porque é normal que uma criança de meses se sinta estimulada sempre que escuta o som vindo dos pais e de quem compõe aquele núcleo familiar. Outro exemplo é quando ela vê algo em sua frente. Ela quer tocar, pegar, balançar; enfim, a criança se sente interessada em tatear aquilo que é ‘novo’ em sua vida.

No caso de autismo em bebês é diferente, pois o pequeno simplesmente não atende aos chamados dos pais, não estabelece comunicação visual, não se sente atraída por todos os objetos que estão por perto, entre outras coisas.

É preciso que os adultos responsáveis comuniquem todos esses detalhes ao especialista, pois todas essas informações são cruciais para o diagnóstico a ser dado pelo médico. Vale lembrar que o diagnóstico é inteiramente clínico, dependendo de uma observação prévia feita pelos pais. Veja abaixo outras situações que podem ocorrer com a criança ainda bebês.

No lugar da fala, a birra

Esse cenário é comum quando falamos sobre autismo em bebês. Por volta dos dois anos de idade, o vocabulário do pequeno ainda se encontra bem restrito, o que não o impede de esboçar as primeiras palavras como mamã, papá, nã e aquelas que fazem parte da sua vida no ambiente familiar.

No entanto, um bebê que vive com TEA pode não emitir esse som (como outros fazem com o intuito de se comunicar). Nesse caso, a criança faz birra como a única forma que ela encontrou para manifestar alguma contrariedade, por exemplo.

Quando isso acontecer, a dica é observar o que necessariamente a deixa irritada. É muito comum que algum alimento, cheiro ou ruído seja a causa dessa sensação ruim por parte do pequeno. Isso pode ser o primeiro sinal da hipersensibilidade, algo recorrente e até característico de muitos que convivem com autismo.

É importante saber todos esses detalhes para levá-los ao médico e, posteriormente, oferecer à criança condições de bem-estar, evitando algumas situações que podem aflorar essa hipersensibilidade e causar as birras.

Problemas na socialização

O ambiente familiar serve para a criança se socializar, seja com os pais, irmãos, babá, primos; enfim, o autismo em bebês faz com que o pequeno não estabeleça esse contato. Ele prefere ficar no canto brincando com um determinado objeto preterindo a companhia dos demais.

O espaço escolar e o autismo em bebês

O convívio em sala de aula é determinante para que os pais sejam comunicados sobre o comportamento peculiar da criança. O espaço da escola é propício para que os alunos se interajam, até mesmo as mais tímidas. No caso do bebê com autismo a situação é diferente, pois ele se ‘isola’ e acaba sendo isolada por seus coleguinhas.

Por isso o tratamento precoce é ideal. O profissional abordará intervenções (que também podem contar com o auxílio de outros especialistas) para induzir uma mudança de comportamento gradual e eficaz.

 

 

Dr Clay Brites

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