Autismo: a intervenção precoce pode reduzir sintomas

Autismo

O que mais preocupa pais e cuidadores de crianças com Autismo é a perspectiva futura de que seu filho não terá a autonomia esperada para sua idade. Esta perspectiva gera angústia, extrema preocupação e também lança sobre a sociedade a responsabilidade de criar formas e mecanismos de adaptação para aliviar o sofrimento da criança e daqueles que convivem com ela.

Neste contexto, ressaltam-se, portanto, a importância de se intervir muito cedo nos sintomas-alvo do transtorno. Muitas crianças com Autismo aparentemente apresentam potencial intelectual e habilidades significativas, mas os distúrbios de interação e de comunicação social assim como seus comportamentos estereotipados, reduzem e desarticulam suas aparentes capacidades levando a prejuízos na aprendizagem escolar e nas atividades que exigem engajamento social e compartilhamento de tarefas sequenciais.

A identificação precoce do Autismo e imediata tomada de medidas remediativas são consideradas as abordagens mais eficazes para o seu tratamento. As evidências científicas e os consensos internacionais baseados nas experiências bem sucedidas a nível público e privado destas ações de intervenção precoce mostram que somente tal manejo modificam e alteram os desvios de linguagem e de comportamento gerados pelo TEA. A ênfase em estratégias baseadas na análise do comportamento (ABA) e na estimulação da linguagem e da interação social e sensorial são consideradas as mais eficazes para atingirem estes objetivos.

As pesquisas vem cada vez mais expondo a importância de corrigir e readaptar a criança aos processos normais de socialização, comunicação, reciprocidade, empatia e linguagem social o mais cedo possível para que, em idades mais tardias, esta esteja mais preparada para prontamente aprender melhor no contexto escolar e para conviver nos mais diversos ambientes. Reduzir suas fobias, reorganizar suas hipersensibilidades, melhorar seu contato visual, redimensionar suas estereotipias, inibir sua agressividade e irritabilidade (inclusive auto-mutilações), intervir para diminuir seus transtornos de sono e de alimentação ajudam muito a criança e seus familiares a participarem de eventos sociais, espaços de diversão, reuniões formais ou informais da família e de conseguirem adequadamente circularem em ambientes diferentes sem grandes sobressaltos.

Em artigo de revisão recente1, publicado no relevante periódico Fronteiras em Saúde Pública no dia 28 de outubro, pesquisadores da Universidade de Kentucky concluíram – após avaliar extensa literatura relacionada às intervenções precoces no TEA – que é essencial que profissionais especialistas nesta abordagem trabalhem em conjunto com as famílias, agentes escolares e com responsáveis pelos mais diversos recursos da comunidade, mobilizando-os e os treinando no sentido de se capacitarem para automaticamente acionarem mecanismos de facilitação e de estimulação suplementares, sempre buscando formas de instituir métodos baseados na linha comportamental. A conclusão é de que os processos de intervenção devem se iniciar nos consultórios, mas serem expandidos e articulados com outros agentes e em outros espaços para que estes processos realmente tenham a eficácia desejada.

Além disto, a identificação e intervenção precoces poderão diminuir os custos e as necessidades de se criar formas mais complexas de atenção a estas crianças nas escolas e no decorrer do ano letivo. O sofrimento dos pais, por sua vez, vai se reduzindo também à medida de se verificar que seu filho(a) está mais flexível e consciente nos processos de interação social. Na perspectiva de que as exigências do mundo só aumentarão com o passar do tempo, ver a criança com TEA atingir mais cedo habilidades que serão essenciais para toda a sua vida, permite com que ela venha a conseguir dar cabo melhor de novas habilidades que lhe serão exigidas.

 

 

Bibliografia sugerida

(1) Meares-Allen P, MacDonald M, Mc Gee K. Autism Spectrum Disorder Updates – Relevant information for early interventionists to Consider. Frontiers in Public Health 2016; vol. 4, article 236.

  • A necessidade de informações para os profissionais que atuam no diagnóstico e nas intervenções da pessoa com autismo,e relevante, porque cada autista tem seus interesses e contexto social diferentes, e o profissional deve está comprometido na busca de uma atuação mais eficaz para ajudar no desenvolvimento dessa pessoa.
    Excelente texto para estudos!

  • Excelente explicação estou adorando fazer o curso de inclusão com esta semana será uma soma para minhas expectativas . Obrigada . Equipe 10.

  • É de suma importância estudos e pesquisas sobre o TEA. Assim teremos professores conscientes na educação inclusiva, toda informação ira promover conhecimentos voltados a inclusão de alunos portares do TEA.
    Uma que, o número de alunos com TEA está cada vez maior nas escolas.

  • Eu tive um aluno autista, no início fiquei preocupada. O que fazer para que ele aprenda? Essa é a preocupação principal do professor, fui pesquisando nos sites e fui aplicando na sala algumas coisas davam certas outras não e aos pouco fui estimulando e percebi que ele estava se desenvolvendo, atingindo os objetivos proposto.
    Foi gratificante ele adquiriu autonomia e adaptou-se a rotina da sala.

  • O professor que possui conhecimento sobre o TE A DIAGNOSTICA MAIS CEDO O ALUNO e aplica métodos de APRENDIZAGEM significativa.

  • A maior preocupação dos responsáveis é a falta de autonomia e independência correspondete à idade de seu filho. Por isso a sociedade atual vem pesquisando formas de adaptações para atender e auxiliar tais necessidades. As crianças autistas apresentam desde cedo potencial intelectual e habilidades significativas que são encobertas e prejudicadas por outros fatores, tais como, os distúrbios de interação, comunicação social e comportamentos estereotipados os quais desarticulam e prejudicam suas atividades sociais em geral. O êxito virá da identificação da deficiência o mais cedo possível, bem como imediato acompanhamento com fins de mudar-se o curso.
    “A ênfase em estratégias baseadas na análise do comportamento (ABA) e na estimulação da linguagem e da interação social e sensorial são consideradas as mais eficazes para atingirem estes objetivos.” O tratamento começa no consultório mas deve ser continuo nos demais espaços frequentados pela pessoa TEA. Indica-se o trabalho em conjunto com as pessoas envolvidas com a criança. Os cuidados na fase precose também diminui gastos e só beneficia a pessoa que terá melhorado o seu convívio social.

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