Autismo: intervenções psicoeducacionais

Quem acompanha nossos artigos está sempre por dentro das orientações necessárias aos diagnósticos de algum transtorno ou distúrbio. É importante que haja essa urgência de proporcionar o tratamento o quanto antes. O assunto de hoje é sobre as intervenções psicoeducacionais frente aos sintomas do autismo.

O interessante é que esse conjunto de ações trabalha não somente com o paciente em si, mas com a família do paciente também. Estudos indicam que essas intervenções devem ser estruturadas respeitando as diferentes fases da vida, uma vez que cada etapa demanda uma necessidade, uma característica peculiar referente à faixa etária, etc.

Intervenções psicoeducacionais e os grupos de abordagem

A observação realizada pelos médicos sugere que os terapeutas utilizem determinados grupos de abordagem seguindo a idade/período dos pacientes. Vejam a seguir:

– Infância: salientamos a importância de explorar as possibilidades da interação social e da fala com crianças. Além disso, o suporte familiar e a promoção de educação especial também devem ser incluídos;

– Adolescência: esse período é complexo para todos, tanto para quem convive com TEA ou não. Afinal, é o momento de descobertas mais aprofundadas do próprio corpo. Sendo assim, nada melhor que trabalhar com o grupo que abrange os comportamentos sociais (mas de forma mais densa). Junto a isso, podemos considerar as terapias que abordem a sexualidade e os exercícios/pontos da terapia ocupacional;

– Adulto: aqui, as intervenções psicoeducacionais são voltadas para o que diz respeito às questões de tutela e até mesmo opções de moradia, uma vez que esse tópico é algo bem sério na vida de uma pessoa adulta com TEA (Transtorno do Espectro Autista).

A comunicação alternativa e o desenvolvimento de habilidades sociais

Interessante salientar nessa etapa que a técnica a ser utilizada com a criança deve se pautar no nível de comprometimento do autismo diagnosticado. Não é surpresa o fato de o Transtorno do Espectro Autista afetar as habilidades ligadas à comunicação e ao comportamento. Por isso devemos trabalhar com a hipótese de estabelecer um contato que seja feito, pelos menos a princípio, com o uso de formas alternativas.

Os profissionais utilizam dois sistemas muito conhecidos na elaboração e no desenvolvimento de competências importantes para a linguagem, são eles: PECS (Picture Exchange Communication System) e TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped)

O PECS é responsável por facilitar a comunicação e a compreensão da criança, uma vez que a associação entre atividades e símbolos é estabelecida. Já o TEACCH é ideal para combinar diferentes materiais imagéticos com o intuito de desenvolver não só a linguagem, mas também o aprendizado e diminuir os comportamentos inadequados do dia a dia.

A terapia ocupacional e as intervenções psicoeducacionais

A criança que convive com autismo também pode encontrar na terapia ocupacional o tratamento responsável por estabelecer o desenvolvimento de habilidades importantes para sua autonomia.

Situações como praticar a coordenação motora fina e global são apenas algumas das várias que são possibilitadas pelos terapeutas ocupacionais. Além disso, podemos destacar também a importância da consciência corporal adquirida por meio dos exercícios indicados.

Grupo de apoio família-paciente

É fundamental que a família da criança ou adolescente seja participativa. Há grupos de apoio voltados para os familiares, o que tem ajudado muito na prática de tarefas que visem ao esclarecimento de algum cenário que necessite conhecimento prévio. O contato e a orientação dos terapeutas ajudam direta e indiretamente o convívio diante dos desafios que surgem no dia a dia do pequeno.

Existem outras intervenções que podem auxiliar todos que estão envolvidos. A dica de sempre é procurar por um especialista tão logo as suspeitas fiquem mais evidentes a fim de proporcionar o tratamento ideal para reduzir os sintomas do autismo.

 

 

Dr Clay Brites

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