Autismo pode ser detectado com exames de sangue?

Todo mundo que acompanha nossos conteúdos já deve estar por dentro de como os médicos chegam ao diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em artigo anterior, mostramos que os especialistas adotam algumas estratégias que facilitam a constatação da incidência do autismo na vida da criança.

O que a ciência descobriu?

Algo que parecia bastante remoto ou até impossível há alguns anos pode ter mudado o rumo dos projetos científicos. Você por acaso deve ter ouvido alguém questionando se o TEA pode ser detectado com exames de sangue, certo? Pois uma equipe de pesquisadores do Reino Unido, da Universidade de Warwick, pode ter descoberto a ligação o autismo e as proteínas no sangue.

Como isso é possível?

O estudo, liderado pela cientista Naila Rabbani, estabeleceu um teste responsável pela busca de proteínas no sangue através de exames feitos com o material genético em questão (sangue) e a urina.

A pesquisa foi divulgada no periódico Molecular Autism. O levantamento afirma ainda que isso tende a facilitar a identificação da condição. Segundo Rabbani, “a descoberta pode levar a um diagnóstico precoce e intervenções”.

A cientista chama a atenção para um desenvolvimento mais aprofundado das pesquisas a fim que elas tragam benefícios para a comunidade médica.  De acordo com Rabbani, espera-se que os testes também revelem novos fatores causais. “Com mais pesquisas, pode ser possível revelar perfis específicos de urina ou compostos com modificações danosas. Isso pode ajudar a melhorar o diagnóstico de autismo e apontar novas causas dele”, conclui a pesquisadora.

Qual metodologia foi adotada?

Os testes, que contaram com a colaboração de outras instituições, consistiram em reunir dois grupos distintos de crianças – sendo o primeiro com 38 participantes (29 garotos e 9 garotas) com autismo; e o segundo composto por 31 menores sem a condição (23 meninos e 8 meninas).

A equipe realizou exames de urina e sangue nos pequenos, mais especificamente entre aqueles que estavam entre os cinco e os doze anos de idade. A intenção era descobrir alguma existência de diferenças químicas entre ambos os grupos: um nível mais alto de oxidação ditirosina, além de proteínas e gorduras (conhecidas como produtos finais de glicação avançada).

Qual o índice de acerto?

A pesquisa indicou uma taxa de acerto de 90% para a detecção do autismo. Contudo, os estudiosos alertaram que mais levantamentos serão precisos, dada a pequena amostra utilizada no estudo. Os cientistas da Universidade de Warwick continuarão com suas análises a fim de contribuir para a comunidade médica.

Os cinco passos para o diagnóstico do autismo continuam a valer?

Absolutamente. A estratégia adotada pelos especialistas ainda é a maneira mais eficaz para que se chegue a um veredicto acerca da existência do TEA na vida de uma criança.

Não deixe de procurar auxílio médico. Somente esses profissionais podem providenciar a resposta e as soluções que vocês, pais, tanto precisam. Enquanto as pesquisas caminham para contribuir com a sociedade, os adultos devem manter-se atentos a qualquer sinal de autismo em seus filhos e levá-los aos consultórios.

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