Como a terapia pode melhorar a interação social no autismo

Vocês que acompanham nossas postagens e lives já estão por dentro de como a terapia pode influenciar positivamente a interação social no autismo. No entanto, recebemos muitas mensagens e depoimentos de pais e mães que não sabem até quanto o tratamento tende a melhorar ou diminuir os sintomas presentes no Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Por que as terapias ajudam na interação social?

A resposta é simples: elas trabalham os pontos que necessitam de tratamento e ajuste. Como muitos de vocês sabem, o autismo é um transtorno que afeta os aspectos ligados ao desenvolvimento. Sendo assim, as intervenções procuram aprimorar algumas funções que precisam de um auxílio.

O fato de a terapia ajudar na interação social se dá a partir do momento em que competências relacionadas à comunicação são trabalhadas com base em ciências eficazes para a relação da criança/jovem diagnosticado com autismo e as pessoas que estão à sua volta.

Aspectos comportamentais no foco do tratamento

Outro detalhe que merece ser evidenciado é que o tratamento voltado para indivíduos com TEA trabalha o comportamento do paciente a fim de proporcionar a ele uma experiência bem-sucedida com o próximo.

Por conta disso, sempre falamos sobre a ABA (Análise do Comportamento Aplicada) como uma alternativa extremamente eficaz e suficiente para proporcionar aos pequenos/adolescentes o desenvolvimento necessário.

No entanto, devemos sempre enfatizar que a ABA não é uma técnica. A ABA é responsável por estudar o comportamento humano socialmente relevante, e é, nos dias atuais, uma abordagem extremamente eficaz para crianças com atraso no desenvolvimento, como no Autismo.

– Vantagens da ABA

Através da ABA, pais e profissionais podem presenciar os seguintes progressos na vida dos pequenos:

– Ensinar novas habilidades e/ou como “desaprender” comportamentos negativos, como agressividade e estereotipias. Estimular atitudes positivas;

– Ampliar a capacidade cognitiva, motora, de linguagem e de integração social;

– Permitir que a pessoa com autismo se relacione melhor em casa de familiares, amigos, escola ou na rua;

– Aperfeiçoar as habilidades positivas que a criança ou adolescente com Autismo tem de melhor;

– Adquirir mais autonomia na vida.

Além disso, o importante das terapias é que alguns déficits são analisados e tratados com eficiência pelos profissionais. Isso significa que estereotipias, ecolalias, maneirismos, agressividade e outras características tendem a diminuir com o avanço da intervenção. Portanto, nota-se um eventual desenvolvimento comportamental, contribuindo para a interação social.

O que pode atrapalhar a interação social Da criança com autismo?

Devemos sempre reiterar que a interação social no TEA pode ser prejudicada e carregada de déficits pelos motivos mais variados possíveis. Vejam a seguir quais são eles:

– Problemas sensoriais;

– Atraso de linguagem;

– Dificuldades para usar formas de comunicação e de perceber sentimentos, gestos e faces humanas;

– Outros.

A interação social no autismo e a escola

O ambiente escolar é o local oportuno para o desenvolvimento de habilidades por meio de atividades de interação social. No entanto, é importante salientar que o acompanhamento de especialistas faz-se mais que necessário, tendo em vista que a sala de aula reserva desafios diários para a criança e todos aqueles que utilizam o espaço em questão.

O contato com os coleguinhas de turma é um ótimo começo para a relação interpessoal da criança. Afinal, por meio dessa aproximação, o pequeno tende a desenvolver melhor a sua comunicação verbal. Lembrando sempre que cada caso é um caso e precisa ser acompanhado de perto por um profissional.

 

Dr Clay Brites

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