Como ajudar a criança com autismo a lidar com as emoções?

As emoções no autismo ocorrem de forma completamente diferenciadas das pessoas atípicas, ou seja, aquelas que não convivem com a condição. O Transtorno do Espectro Autista é responsável por afetar diversos aspectos acerca do desenvolvimento de uma criança. Sendo assim, algumas habilidades tendem a ficar prejudicadas, impactando a interação social e até mesmo a autonomia do pequeno frente a diversas situações cotidianas.

O autismo provoca uma determinada inabilidade em atividades comportamentais intrínsecas a todos nós para um bom relacionamento com nossos interlocutores. Por isso é comum o fato de uma pessoa com TEA nem sempre conseguir iniciar, compreender e manter-se em uma conversa fluida, por exemplo. O distúrbio impede essa facilidade. No entanto, existem maneiras de auxiliarmos crianças a lidarem com as emoções no autismo.

O que pode ser feito?

A resposta é simples: regulação emocional; porém, o processo para induzir os pequenos, não. É necessário que haja um acompanhamento profissional adequado, pois o desempenho voltado para a aplicação de tais estratégias deve acompanhar a demanda da criança.

A regulação emocional é responsável por adotar atividades estratégicas que são usadas com o intuito de aprimorar, manejar e articular o que chamamos de ativação emocional. Tudo isso serve para estabelecer suportes a adaptação social da criança e inibir comportamentos que tendem a prejudicar a conduta do pequeno.

Como os especialistas podem contribuir?

Existem maneiras de melhorar a condução das emoções no autismo. Para isso, o primeiro passo deve ser dado: procurar auxílio profissional (como mencionado acima). O segundo é manter a regularidade nas consultas. Vejam abaixo o que os profissionais podem fazer por sua criança.

– Atendimento com Psicopedagogia

Um dos caminhos para promover o desempenho da autorregulação nas crianças que vivem com TEA é através do tratamento promovido pelos terapeutas de psicopedagogia, pois essa área se baseia na “observação e análise profunda de uma situação concreta”.

Vale ressaltar que isso possibilita que o especialista tenha conhecimentos prévios e bem fundamentados acerca das características do TEA. Sendo assim, o psicopedagogo pode proporcionar aos pacientes uma intervenção que seja eficaz; sobretudo aquela que trabalhe os aspectos comportamentais e cognitivos.

Além disso, vale dizer que a psicopedagogia atua diretamente no processo de construção, o que influencia o desenvolvimento de aspectos importantes como as curiosidades e a inquietações; tão necessárias para despertar outras habilidades nos pequenos.

As emoções no autismo e a Terapia Ocupacional: qual a ligação?

Outra alternativa para solucionar as questões envolvendo o aspecto emocional no TEA é aquela que envolve a presença dos terapeutas ocupacionais. Esses especialistas são responsáveis por trabalhar atividades essenciais do desenvolvimento da criança, tais como: atividades ligadas à vida escolar e ao aspecto lúdico; atividades da vida cotidiana, entre outros.

Interessante salientar que os terapeutas ocupacionais induzem a criança a um processo de descoberta dos sentidos. Esse exercício é feito com o intuito de fazer o pequeno alcançar suas potencialidades através da interação com o ambiente ao qual ele está.

Além disso, a terapia ocupacional também pode ser eficaz para os seguintes aspectos: desenvolvimento de relacionamentos sociais, autonomia, aumento de concentração, induzir atividades que promovam o independência no dia a dia (escovar os dentes, vestir-se).

É importante sempre salientar que a evolução da criança que convive com autismo se deve às intervenções promovidas pelos médicos e terapeutas em geral. A precocidade é outro item que precisa ser levado a sério. Quanto antes o tratamento começar, maiores serão as chances de providenciar o desenvolvimento do pequeno.

 

Dr Clay Brites

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