Como auxiliar na inclusão escolar no TEA?

 

Existem maneiras muito eficazes de se auxiliar na inclusão escolar em casos que estão dentro do TEA (Transtorno do Espectro Autista). Antes de falarmos a respeito, é importante relembrar que o fato de incluir vai além da simples matrícula do aluno com autismo em uma turma regular.

 

A inclusão está na participação ativa da equipe pedagógica na vida do estudante, assim como no aproveitamento do aluno com a metodologia empregada. Ou seja, precisa haver troca entre as partes. Mesmo que não seja possível prever qual a característica a ser trazida para dentro da sala de aula pelo estudante, é importante que haja, então, um grupo de profissionais que tenha treinamento para lidar com situações que impõem desafios.

O que pode ser feito para o auxílio na inclusão escolar?

A equipe profissional tem um papel de grande relevância na vida de uma pessoa que apresente alguma síndrome, sobretudo que esteja relacionada ao TEA. Os educadores, por exemplo, podem estabelecer parâmetros que sejam utilizados para aproximar o aluno autista dos demais. Esta talvez seja a ponte que precisava ser erguida na educação: a convergência entre estudantes regulares e especiais.

Certamente que essa questão não é tão simples de ser delineada, mas é possível que seja colocada em prática. Tudo deve ser feito de forma que não prejudique nenhum dos lados. Um dos pontos que podem ser citados é a aplicação de tarefas com um tempo mais flexível. Isso significa que se o aluno autista sentir mais dificuldade na hora de resolver o exercício, ele terá um prazo maior para solucioná-lo.

Além disso, é possível que haja outros métodos que ajudem o estudante com algum distúrbio pertencente ao TEA:

* Tarefas lúdicas que promovam a socialização do estudante com os colegas e todo o ambiente;

* Monitoria feita pelos próprios alunos, sendo que o estudante autista também deve ser incluído. Nesse caso, o educador deve observar quais são as habilidades que o pequeno desenvolve melhor. Sendo assim, ele pode desenvolvê-las para o bem do grupo;

* Escalar o aluno para funções específicas da turma; exemplo: ajudante de sala em funções que promovam a interação do estudante com os demais;

* Informar aos alunos sobre a condição do colega autista, com o objetivo de propor uma conversa entre todos a respeito do TEA e o que pode ser feito para que haja uma aproximação maior da turma ao caso do aluno;

– Lembrando que é preciso que seja estabelecida uma relação próxima entre os educadores e os pais da criança/adolescente.

Existem muitos desafios?

Na verdade, toda iniciativa que envolve a educação implica desafios. Pode-se dizer que com alunos autistas, o desafio vem em forma de um olhar mais aguçado para o que está sendo apresentado.

Portanto, é indispensável que a escola esteja se capacitando ainda mais para lidar com situações como essas. Os profissionais da escola são peças fundamentais para a inclusão de um aluno. Eles representam uma parcela importante na vida do estudante com autismo no ambiente escolar.

 

 

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