Como cuidar de um adolescente com autismo?

Autismo Adolescente

O adolescente com autismo requer muita atenção de sua parte. Lembre-se de quando o seu filho ou filha era criança? Então, era preciso uma série de medidas que visassem a uma qualidade de vida muito melhor ao pequeno. Quando ele se torna maior, o acompanhamento tende a ser mais metódico, mas isso não significa, em hipótese nenhuma, o desgaste com a pessoa mais importante de sua vida. Não se esqueça que o respeito e o amor devem vir em primeiro lugar na lista.

Veja algumas dicas sobre como cuidar de um adolescente autista:

– Estabeleça um roteiro para seu filho

O desenvolvimento de seu filho autista depende muito dos estímulos para a relação interpessoal e outras atividades que envolvem o ambiente ao que ele está inserido. O autismo infantil estabelece situações em que são necessárias esse tipo de desenvolvimento. Na adolescência não é diferente.

Quando chega essa fase é preciso continuar atento aos comportamentos e elaborar uma comunicação efetiva, assim como na infância, com o jovem. É importante lembrar que a essa altura, o adolescente também deve estar sob os acompanhamentos de profissionais que o ajudarão a ter uma vida muito mais proveitosa; tanto em casa quanto na escola.

– Adolescente autista na escola

O adolescente com autismo é tão singular quanto a criança. Isso significa que não dá para  falarmos por todos eles, pois cada um apresenta um comportamento (embora haja alguns pontos de semelhança entre os autistas).

Na escola, quando o adolescente autista apresenta sinais da Síndrome de Asperger e, além disso, tem bom rendimento, ele pode abstrair determinados conteúdos através do próprio intelecto. É notável salientar que um autista pode desenvolver habilidades verbais, por exemplo, que sejam superiores aos demais colegas de turma.

Porém, essa capacidade excessiva de desenvolvimento não é parte da maioria deles. O mais recomendável é que na escola de seu filho seja disponibilizado algum programa que acompanhe o jovem na escola. Um dos mais comuns é o Plano de Educação Individualizado (IEP), responsável pela adaptação da criança ou adolescente no ambiente acadêmico.

Ajude seu filho na interação com o ambiente

Nada mais importante que continuar com aqueles mesmos estímulos de relação interpessoal aprendidos na infância. Lembre-se que esses incentivos devem prosseguir para uma vida muito mais proveitosa, sobretudo no quesito da relação do autista adolescente com os ‘desafios’ que surgem com a experiência adquirida.

Adolescente autista e a puberdade

A puberdade é um importante período de transição da fase infantil para a adolescência. No entanto, no autismo ou em qualquer outro transtorno ela deve ser acompanhada de perto por especialistas que ficarão responsáveis pelo direcionamento do jovem nessa ‘nova’ vida. É preciso que vocês, pais, tenham muita paciência, visto que essa fase é de transformação. Pode ser que seu filho manifeste o lado mais retraído ou consiga desenvolver melhor seu comportamento no ambiente ao qual ele está inserido. Tudo depende dos estímulos, lembra-se?

E se o comportamento do meu filho não se desenvolver muito?

É preciso que, independentemente do grau do autismo de seu filho, o acompanhamento feito por profissionais multidisciplinares deve ser frequente. Somente assim, as intervenções podem ser eficazes.

No entanto, é sempre bom frisar a importância do tratamento quando este é feito desde a mais tenra infância.

 

  • Li o texto mas ele não diz nada de concreto. Fala de cuidado, mas de que tipo? A tudo voces remetem ao autismo infantil. Vou ter que saber sobre o autismo infantil… entao o autismo na adolescencia é igual? Qual a diferença que o texto quer destacar? Continuei voando.

    • Dione, é compreensivel sua preocupação, mas no adolescente com TEA , entende-se que este já venha sendo acompanhado por um especialista ou por uma equipe multidisciplinar.Devemos acentuar a importancia deste acompanhamento desde a infancia para quando adolescente ele já tenha sido estimulado em suas relaçoes interpessoais e outras atividades que envolvam o ambiente em que está inserido, o que o ajudará a enfrentar os desafios da sua adolescencia.Pelo fato de cada autista ser unico, o especialista que o atende poderá estar direcionando com mais conhecimento o seu filho.No entanto os pais devem conhecer sobre os pontos semelhantes do TEA para melhor compreender suas atitudes, comportamentos e necessidades.Voce poderá obter maiores informaçoes no site da neurosaber “Entendendo autismo”, que poderão lhe ajudar.

  • Estava lendo um artigo de um médico que relatava que o termo sindrome de Asperger e grau de autismo não é mais utilizado, que não existe graus de autismo. Gostaria, se possível, de um maior esclarecimento a respeito. . Obrigada

  • Boa tarde,
    Muito importantes este tópico, ainda mais que o trabalho ao qual desenvolvo é com o Público-Alvo da Educação Especial na EJA, onde recebemos adolescentes e adultos com TEA. O PEI como mencionado, é muito importante para desempenharmos com muita segurança o pleno desenvolvimento não só deles, mas de todo público que recebemos em nossa Unidade.

  • Ótimo texto. Minha filha tem 24 anos, mas se mostra muito negativa em relação a escrita. Ela não fala e nunca gostou de pintar, muito menos realizar movimentos de escrita.
    Foi diagnosticada tardiamente, mas sempre foi estimulada. Eventualmente forma alguma palavra com letras de madeira. Peço para que repita e não acontece mais.
    É como diz o texto, tem diferenças dentro do autismo e cada um é único. Estou acompanhando o curso de alfabetização , Tomara que me dê uma luz.
    Para mim vocês têm sido até agora anjos iluminadores que me fazem refazer as forças e continuar motivada. Meu grande e agradecido abraço.

    • Ana Maria muito obrigada! voce terá sim muito mais conhecimento sobre a alfabetização do TEA no curso, pois foi, testado por varios profissionais e comprovados para que seguindo os passos a alfabetização fosse alcançado. Abraços.

  • Quando se fala de adolescentes logo se Vem a cabeça algo novo.
    Eu vejo um mundo complicado de se interar,
    Tenho uma certa dificuldade com esta área

    • Rita, a adolescencia já é uma etapa com certa dificuldade e quando isso soma-se a um transtorno , temos que procurar conhecimento sobre o assunto para assim podermos ajudar aquele que está necessitando.

  • Olá, sou psicóloga clínica e atendo um adolescente de 14 anos , minha escuta é analítica, mas atuo dinâmica com ele, o mesmo adora falar d jogos, lê muito sobre origem, datas de filmes e jogos, como melhor trabalhar com ele?
    Aguardo ansiosa pelo retorno!
    P.S. Vcs estão nos ajudando muito com esse projeto! Parabéns

    • Wania, devemos sempre procurar partir do ponto em que o interesse dele pode nos direcionar para atividades que queremos desenvolver.É o caminho mais facil de atingir nossas metas.

  • Primeiramente, é indicado estabelecer-se um roteiro, agenda para orientação do jovem. É claro, também, que cada um tem as suas peculiaridades, por isso as ações serão diferenciadas de pessoa para pessoa. Recomenda-se manter as assistências terapêuticas nesta fase. No caso do Autista Asperguer, pode apresentar alguma habilidade, em destaque, por exemplo na área verbal enquanto resultado de seu intelecto. Isto, porem, não é regra. O importante é que o jovem seja acompanhado na escola por profissional especializado, tais como o (Atendimento Educacional Especializado). É alertado que a criança esteja sendo acompanhada na puberdade para que receba estímulos positivos para que suas manifestações sejam tranquilas.

  • È sempre um desafio, porém com carinho e respeito pode-se fazer um trabalho eficiente, é de suma importância se ter um acompanhamento multidisciplinar. Muito boa abordagem.

  • Penso que os responsáveis que não assume seu filho como criança Autista chega a essa fase da adolescência com grande dificuldade. Tem visto isso acontecer com frequência.
    Estabelecer rotina é muito importante para o desenvolvimento da criança. Desde convencional ate o TEA. Muito satisfeita com os textos até aqui lidos.

  • Adorei o texto, lendo me deparei com alguns alunos em sala de aula , e realmente temos que ter muito cuidado e um jeito especial de lidar com eles. Não é fácil de trabalhar com eles, mas este texto nos ensina uma séries de medidas que o professor deve tomar diante dessas situações.

  • Texto muito esclarecedor, muita se preocupa com criança autista, não com o autista adolescente. Obrigada por nos proporcionar e transmitir tantos conhecimentos sobre o mundo do Autista.

    • Obrigada Zenaide! mas devemos com certeza nos preocupar com os adolescentes com TEA, principalmente aqueles sem um acompanhamento adequado.

  • Estou adorando as informações recebidas, está me ajudando muito e vai ajudar muito mais com meus usuários do Centro onde trabalho.

  • Já li alguns artigos sobre o espectro autista e em um deles falava que o tablet ajuda muito no desenvolvimento do autista. Isso é verdade? Gostaria de saber mais sobre esse assunto.

    • Maria com certeza a tecnologia ajuda muito pois cada autista apresenta sua singularidade e devemos encontrar caminhos alternativos para alcançarmos os objetivos.

  • Fica entendido com este aprendizado que é preciso respeitar e compreender ao limitações da criança ou do adolescente autistas, pois cada um pode apresentar um comportamento diferente, cabe-nos buscar ajuda de pessoas competentes para conduzir a integração dos adolescentes á sociedade.

  • Bom dia! Sou professora de uma aluna autista cursando o 8º ano, e não estou sabendo com lidar com essa situação. Gostaria de mais informações sobre o Plano de Educação individualizado para conseguir fazer uma intervenção pedagógica e ela consiga apresentar os resultados esperados na escola. Trabalho a atividades diferenciadas com ela, mas o conteúdo da serie como devo proceder?
    Gostaria de orientações metodológicas de como trabalhar os assuntos na sala de aula. Ela sabe ler e escrever.
    Obrigada!

    • Naete! seu trabalho deverá estar inserido em uma adaptação curricular para que juntamente com os gestores traçarem caminhos para alcançar os objetivos a alcançar.Voce pode ter mais informaçoes nas aulas disponiveis no site da neurosaber e no cana da Neurosaberl no youtube onde trata-se do assunto.

  • Penso que toda criança deve ser vista em sua singularidade e estimulada para que possa desenvolver seu potencial de forma harmônica. Porém a criança ou adolescente que apresenta algum transtorno necessita de atenção especial com o objetivo de suprir suas dificuldades intelectuais. Vejo que a dificuldade está em atender estas crianças sem o mínimo de estrutura física, um número de crianças excedente em sala de aula e também sem informação suficiente para realizar um bom trabalho. Pelo menos em nenhum curso que fiz até hoje tive o conteúdo tão importante e necessário para lidar com essa clientela como o que estou vendo aqui nessa jornada.

    • Eunice obrigada! o objetivo é esse, levar conhecimento aos profissonais que trabalham com crianças com dificuldades e transtornos.e encontrará mais informaçoes no site, nas neurolives e aulas disponiveis no canal da Neurosaber no youtube

  • Gostaria de tirar uma dúvida.
    Li um artigo na revista numero 00, que é especifica sobre autismo, onde eles publicaram que uma pessoa com autismo pode ser “curada”. No filme, meu filho meu mundo, que conta a trajetória dos pais para a melhora do filho, usando o método Son -rise também coloca o autismo como algo ” curável”. Gostaria de saber se isso seria possível? Se realmente o autista pode deixar de apresentar características próprias do espectro autista com tratamento mesmo que longo?

    • Edilene as pesquisas demonstram que o TEA , se bem acompanhado por uma equipe multidisciplinar desde que detectado precocemente, pode ter sim muitos avanços, mas a cura total não podemos afirmar.

  • As informações riquíssimas que estou obtendo aqui no curso estão me clareando em muitos aspectos. Porém concordo com a colega Eunice, quando fala da sua inquietação quanto ao número excessivo de crianças em uma única sala ,dificultando assim um olhar e um trabalho diferenciado do educador. Mesmo assim não desistirei de trabalhar com os meus pequenos grandes guerreiros!

    • Valeria parabens! temos que fazer valer as leis que protegem o aluno pois eles tem direitos adquiridos. Se as escolas não estão cumprindo devemos cobrar este atendimento diferenciado.

  • Assim como as demais crianças, manter uma rotina é realmente muito importante e desafiadora para o autista. Dependendo do grau que apresente, se bem estimulado, realmente eles desenvolvem muito bem a oralidade, o raciocinio logico e a relação interpessoal, porém tem que ser respeitado o tempo. Sou funcionária pública da educação e tive ótimos resultados, que após posso compartilhar. Abraços

  • Trabalho com uma criança autista á três anos no inicio senti dificuldade pois não sabia como lidar com ela, procurei ajuda nas pesquisas e foi ai que cheguei a conhecer o Neuro saber ,então criei uma rotina e desenvolvi o meu trabalho, todo inicio do ano letivo sento com a professora e trassamos uma meta , focamos nesta meta o ano todo , caso aconteça algo errado voltamos a avaliar e assim prossigo.tenho aprendido muito com esta criança e seu desenvolvimento é visto por todos que a acompanha.inclusive os pais.

  • M.Ireni
    Concordo as escolas não estão dando o suporte necessário, para que os professores estimulem de maneira correta os portadores do TEA. As salas de aula são super lotadas com trinta e tantos alunos, os educadores não recebem as instruções de como trabalhar com bom rendimento , com uma adequação de conteúdos.Os professores não tem tempo para conhecer o aluno, e então preparar diferenciadamente as matérias para eles. Quando teremos isso para nossos filhos?

    • Maria Ereni ! realmente é uma realidade que encontramos , mas isso somente irá mudar quando os pais , professores, cobrarem das autoridades competentes que sejam cumpridas as leis conquistadas pela inclusão.

  • Gostei muito desse texto informativo que vem esclarecer várias dúvidas sobre crianças com possíveis necessidades especiais e até mesmo com autismo.Sei que vou aprender muito mais e tenho necessidade de aprender pois sou professora do ciclo de alfabetização precisamente do primeiro ano.Muito bom mesmo!

    • Flavia adquirir conhecimentos é o unico caminho para um trabalho com sucesso. Acompanhe as aulas e videos da Neurosaber que terá mais informaçoes.

  • São várias as fases de vida que o ser humano passa , e com TEA são bem mais difíceis lidar com cada fase,mas com essa de estudo tenho outra visão sobre o mesmo,no qual esse material mim dará suporte para redimensionar meu trabalho.

    • Obrigada Jeane! voce está no caminho certo, somente com muitas informaçoes poderemos alcançar nossos objetivos.No canal da Neurosaber no youtube voce encontrará aulas especificas sobre varios assuntos.

  • Ao meu ver e muitos anos convivendo com uma diversidade de gêneros e faixa etária de crianças e adolescentes ,cada uma na sua singularidade que deve ser respeitado , atendidos com toda responsabilidade e compromisso ,claro por um profissional apto e comprometido com os desafios que estão chegando ao nosso conhecimento.
    Hoje que conseguimos enxergar a cada um na sua singularidade e estamos preparados para esses desafios ,pois são vários transtornos que a serem compreendidos e aceitados principalmente pelos pais ,família ,cuidadores e os profissionais da Educação.

  • Tenho um filho adolescente , 15 anos, com Asperger. Tem muita dificuldade com barulho. A sala de aula o estressa muito . Consegue ir bem até o intervalo, 3 aulas, depois é complicadíssimo . Estamos lutando para que a lei
    (15/06/2015)seja cumprida, ou seja, 20 alunos na sala. Tenho esperança que dessa forma melhore.

    • Lu! voce encontrará muitas outras informaçoes, aulas disponiveis no site da Neurosaber,no “Entendendo autismo” e no canal do youtube nas neurolives.

  • Olha nunca trabalhei com adolescentes autistas mas acredito que qualquer idade possui sua singularidade e a diferença é termos alguns embasamento teórico para facilitar o ensino aprendizagem.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *