Como diagnosticar o Autismo?

Todos nós sabemos que o Transtorno do Espectro Autista é objeto de estudo de pesquisadores espalhados ao redor do mundo. A complexidade que o assunto envolve tornava o diagnóstico do Autismo em algo absolutamente difícil de compreender, até mesmo para os pais das crianças que conviviam com o espectro em si.

O que aconteceu na nova edição do DSM?

Uma modificação no DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), no entanto, estabeleceu alguns critérios que podem favorecer o esclarecimento na hora em que um profissional precisar diagnosticar o transtorno com mais precisão.

A quinta edição do Manual apresentou uma nova estrutura de sintomas, cuja diferença está em um modelo de dois domínios compostos, sendo um referente ao déficit de comunicação social e outro voltado aos comportamentos ou interesses restritos.

Além disso, o DSM-V eliminou o seguinte critério: o atraso ou ausência de desenvolvimento de linguagem expressiva como ponto determinante para o diagnóstico do Autismo. Esta decisão foi tomada baseada em estudos realizados que comprovaram o fato de tal característica não ser exclusivamente notada em crianças com o espectro.

Como e quais são os critérios a partir de então?

Após a mudança trazida pelo DSM-V, mencionada acima, os critérios restabelecidos para o diagnóstico do Autismo foram os seguintes:

  1. Déficits clinicamente significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais, manifestadas de todas as maneiras seguintes.

    a. Déficits expressivos na comunicação não verbal e verbal usadas para interação social;
    b. Falta de reciprocidade social;
    c. Incapacidade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento.

  2. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos duas das maneiras abaixo:

    a. Comportamentos motores ou verbais estereotipados ou comportamentos sensoriais incomuns;
    b. Excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento;
    c. Interesses restritos, fixos e intensos.

  3. Os sintomas devem estar presentes no início da infância, mas podem não se manifestar completamente até que as demandas sociais excedam o limite de suas capacidades.

 

O que são os Transtornos do Espectro Autista?

É muito importante relembrarmos o que são os TEA’s. Eles se referem a um grupo de transtornos que são caracterizados por um espectro, compartilhado de prejuízos qualitativos na interação social. Além disso, os Transtornos do Espectro Autista são também associados a comportamentos repetitivos e interesses restritos pronunciados. A complexidade do TEA está na variação de prejuízos que podem ser causados na vida das crianças. A grande heterogeneidade no fenótipo das pessoas que convivem com o Autismo também é considerável.

Quais são os processos para o diagnóstico do Autismo?

Na verdade, o diagnóstico do Autismo é clínico. Ele só é possível por meio da observação direta do comportamento. Logo depois, o especialista realiza uma entrevista com os pais a fim de colher mais informações que serão confrontadas de acordo com os parâmetros do DSM-V.

A partir do momento em que o profissional diagnostica a existência do Autismo, o passo seguinte é a proposição de uma intervenção interdisciplinar que possa oferecer ao pequeno melhores condições para o seu desenvolvimento.

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