Como diminuir a sensibilidade auditiva no Autista?

Todos nós sabemos que autistas são pessoas dotadas de aspectos sensoriais peculiares, o que os tornam únicos. Profissionais e pais de pacientes com autismo sabem como é necessária uma série de regras que visam ao bem-estar da criança, do adolescente ou até mesmo de adultos (que não contaram com a intervenção durante a infância).

Um desses traços de hipersensibilidade é a audição, assunto que trataremos neste artigo. Em casos semelhantes, a manutenção de uma pessoa em locais expostos a ruídos pode ser sinônimo de tortura para quem traz esse aspecto. Veja aqui quais técnicas e exercícios são bem-vindos para a recepção de determinados sons e como diminuir a sensibilidade auditiva no autista.

Trabalhando com os ruídos

Muitos pais e mães relatam que trabalham essa questão com seus filhos em casa, em momentos completamente corriqueiros, mas que podem obter resultados satisfatórios.

 

– Estabeleça confiança na criança sempre que você utilizar algum equipamento que emita barulhos que a incomodem. Liquidificador, aspirador de pó, campainhas e interfones costumam ser os campeões no ambiente doméstico. Se o pequeno manifestar alguma aversão ao ruído, tente explicar a funcionalidade do objeto associando tal uso ao bem-estar da própria criança: o liquidificador é para fazer o suco preferido, o aspirador é para limpar o quarto, a campainha para avisar que alguém chegou etc.

– Em locais externos, procure mostrar para seu filho que você está ali e que não há o que temer. Lembre-se que a confiança é primordial, mesmo que a criança não entenda a princípio.

Escutando o próprio som

Essa parte consiste em uma terapia. Funciona da seguinte maneira: explique à criança que todos nós produzimos determinados barulhos inevitáveis, como a voz, a batida do coração, a respiração, a barriga quando está vazia, entre outros. Dessa maneira, o autista pode ser apresentado previamente a ruídos inerentes a ele.

Não se trata de uma tarefa simples e requer muita paciência da parte dos adultos, pois o resultado vem de forma gradual, assim como todo processo de intervenção em pessoas com autismo. A dica é começar aos poucos para que o pequeno seja apresentado ao mundo de possibilidades a que ele estará exposto, em se tratando de sons.

No ambiente escolar

A sala de aula é local da diversidade, pois cada criança vem com uma vivência diferente. Isso requer preparo por parte dos educadores, uma vez que eles devem adaptar a rotina da turma ao pequeno autista. Em situações semelhantes, nada melhor que contar com o auxílio interdisciplinar. Terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, psicólogos e pedagogos são bem-vindos nesse quesito, tamanha a variedade de pontos que podem ser tratados para se trabalhar tal sensibilidade.

Realidade escolar

Infelizmente, muitas escolas brasileiras não contam com a estrutura mencionada acima; sendo assim, resta aos pais a procura por profissionais de maneira isolada e que podem oferecer a intervenção que melhor se adapte ao pequeno.

Lembrando, portanto, que o autismo não é o mesmo para todos os pacientes. Cada criança reage de uma forma ao tratamento, cabendo à equipe profissional e aos pais a compreensão para auxiliá-lo da maneira mais receptiva possível.

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