Como estimular a leitura em crianças com autismo?

 

Todos nós convivemos com desafios que nos ajudam a superar barreiras, aprender coisas novas e a nos posicionar frente às dificuldades ou aos desconhecimentos de outrora. Esse processo é iniciado ainda na infância. Um dos exemplos clássicos acerca desse período tão decisivo na vida de qualquer indivíduo é a leitura. Ninguém nasce sabendo ler, mas como e o que fazer para estimular tal prática? E em se tratando de crianças com autismo? Existe alguma técnica específica?

No artigo de hoje vocês vão ver ou relembrar (para nossos antigos leitores e que já tiveram a oportunidade de se informar sobre) o que pode ser feito para que os pequenos que convivem com o TEA (Transtorno do Espectro Autista) tenham a oportunidade de aprender a ler e a escrever também. A leitura no autismo é algo possível. Vejam o motivo abaixo.

Por que é importante aprender a ler a escrever?

Embora este questionamento pareça bastante óbvio, é bem verdade que precisamos sempre enfatizar o valor que tais práticas exercem sobre a vida de uma pessoa, principalmente se ela for diagnosticada com TEA.

A leitura no autismo é algo que deve ser pensada de forma estratégica e metódica, tal como ela é estimulada nos demais alunos. No entanto, os educadores contam com o apoio de outros profissionais para potencializar essa habilidade tão essencial.

Quando esses pequenos adquirem a capacidade de ler, eles conseguem alcançar a autonomia desejada; o que pode gerar progressos ainda maiores no futuro. Além disso, é inegável que quanto mais cedo ocorrer a leitura no autismo, mais reais serão as possibilidades das crianças desenvolverem a aprendizagem pedagógica e até mesmo a social.

É preciso lembrar que uma vez dotados de tal habilidade, esses pequenos passam a estar diante de um mundo de possibilidades (respeitando, é claro, sua condição). Confiram abaixo o que pode ser feito.

A metodologia fônica e o poder que ela exerce

Já falamos sobre esta técnica em artigos anteriores, mas não são poucos os profissionais da área da educação que solicitam uma releitura. Então, voltamos com este assunto imprescindível para o desenvolvimento das crianças que convivem com o TEA. A metodologia fônica é indispensável para o estímulo da leitura no autismo.

O método trabalha sobre o nome e o som das letras. Quando as crianças com TEA são alfabetizadas, elas têm contato com a sonorização das letras. Partindo do pressuposto que o som é assimilado mais facilmente pelo cérebro, tal exercício tende a contribuir de maneira considerável a prática da leitura.

Como ela funciona?

É importante relembrar que as crianças que convivem com autismo necessitam de um acompanhamento que seja totalmente efetivo no ensinamento da leitura e, como consequência, da escrita. Portanto, a metodologia fônica tem um papel fundamental no desenvolvimento de tais certas habilidades.

Ela funciona da seguinte maneira: quando o professor vai apresentar o som das letras, peguemos como exemplo as vogais, o nome da letra já é o som que ela emite (a, e, i, o, u).

Interessante ressaltar que no caso das consoantes, precisamos fazer um pouco diferente e trabalhar não só o nome da letra, mas o som que ela faz. Por exemplo:

– Letra F

– Qual o som que ela faz? Mordemos levemente o lábio inferior e soltamos o ar entre os dentes (ffff…)

– Letra M

– Qual o som que ela faz? Juntamos o lábio superior e inferior, então soltamos a voz com a boca fechada (mmmm….)

Letra N

– Qual o som que ela faz? É preciso soltar a voz, levar a ponta da língua à arcada dentária superior. Som é anasalado (ennnnnn…).

 

Dr Clay Brites

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