Como estimular a linguagem da criança com autismo

A linguagem no TEA (Transtorno do Espectro Autista) é algo que preocupa pais e profissionais devido à complexidade que envolve esta habilidade, assim como todo o quadro que se desenvolve no contexto do autismo. É preciso estar atento desde os primeiros sinais a fim de que o diagnóstico seja precoce e a criança tenha tempo para ser levada aos especialistas e tenha essa parte, tão importante para o seu convívio, devidamente treinada.

A descoberta do autismo e o dever de tratá-lo

É importante que tão logo o TEA seja diagnosticado, o pequeno seja levado ao médico para iniciar as intervenções. Nunca é demais lembrar o quão indispensáveis são as técnicas incluídas no tratamento.

Em casos de autismo, por exemplo, o conselho é que a criança seja acompanhada por uma equipe multidisciplinar com a finalidade de estimular todo o conjunto de habilidades essenciais para o seu desenvolvimento. Dentre os profissionais necessários, a presença do neuropediatra, psicólogo, analista comportamental, terapeuta ocupacional e da fonoaudióloga é fundamental; uma vez que todos estão direta ou indiretamente ligados à questão da linguagem no TEA.

Os fonoaudiólogos exercem um papel determinante nesse processo, uma vez que eles utilizam técnicas eficazes e eficientes para induzir a comunicação do pequeno. Não à toa que a maior parte dos tratamentos, pertencentes a esse grupo de terapias intensivas no autismo, sempre inclui as técnicas dos profissionais da voz.

O que fazer quando a criança apenas faz sons, mas não fala?

A primeira coisa a ser feita é nunca forçar que o pequeno fale da maneira que vocês desejam. É preciso ter a consciência que a criança pode emitir alguns sons, mas sem formar necessariamente sílabas ou palavras. Nota-se aí uma intenção do pequeno em querer se comunicar. Eis um caso a ser resolvido com acompanhamento profissional.

Como estimular a linguagem da criança com autismo?

Anteriormente, disponibilizamos em outro artigo as maneiras de estimular a linguagem no TEA. Para reforçar as dicas, veja abaixo os procedimentos que listamos:

– Procure lugares livres de ruídos para que o pequeno preste atenção em sua fala;

– Considere todo som balbuciado como uma comunicação (lembre-se que em toda tentativa de expressão do pequeno, a comemoração desse passo dado é primordial);

– Elabore frases curtas e bem articuladas (se a criança quiser um copo d’água, coloque-o perto de seu rosto e fale com uma articulação exagerada – de forma que todas as letras sejam pronunciadas);

– Se a criança emitir apenas as vogais da palavra água (AUA) comemore o progresso. Sua criança está tentando acompanhar o aprendizado. Lembre-se que o incentivo é o segredo do sucesso;

– Utilize figuras que façam parte do cotidiano da criança, como alimentos preferidos, brinquedos e objetos. Logo que ela demonstrar interesse pelo o que acabara de ser mostrado, fale o nome da imagem representada e peça ao pequeno que repita. É um trabalho de ‘passo a passo’, mas muito eficaz. Lembrando que é preciso paciência e perseverança.

Mas e se a criança não desenvolver a fala?

A linguagem no TEA não se configura somente com a comunicação verbal. Sendo assim, é importante que se tenha em mente que pode haver maneiras alternativas de se comunicar, seja por meio de gestos ou figuras (como mencionado acima). Uma pesquisa realizada pelo grupo norte-americano Autism Speaks constatou que o número de autistas não-verbais corresponde a 25% dos casos.

Contudo, esses dados são referentes aos Estados Unidos, considerando que os pais contam com um suporte muito mais avançado que o Brasil. Além do diagnóstico mais precoce.

 

 

Links consultados:

Estimule a linguagem da criança com autismo

Como desenvolver a fala na criança Autista

Dr Clay Brites

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