Como falar com meu filho sobre autismo?

Falar sobre autismo é essencial para que haja conscientização e respeito em relação às pessoas que convivem com ele. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma síndrome que afeta aspectos ligados à comunicação e ao comportamento do indivíduo. Estima-se que, somente no Brasil, o número de pacientes com TEA seja de 2 milhões, segundo dados do CDC (Center of Diseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos.

Como falar com meu filho?

Eis uma pergunta que muitos pais devem fazer, mas notem que existem duas situações distintas cujas explicações virão a seguir:

– O primeiro caso pode ser o de uma família que tenha uma criança com autismo em casa e, assim, torna-se necessário informar a seus irmãos ou primos sobre a condição em que ela vive. A dica é ir aos poucos, explicando que todo mundo é diferente e que cada pessoa tem um jeito de ser.

É importante que os pequenos cresçam com essa consciência, não só para respeitar e amar o irmão ou irmã que vive com autismo, mas até mesmo um coleguinha de sala. Lembre-se que o espaço escolar é um local propenso à diversidade de ideias e comportamentos. Ao falar com seu filho sobre alguma criança (da família ou não) que esteja incluída no grupo do TEA, as chances de seu pequeno compreender as diferenças ainda na infância são muitas.

– O segundo caso, por sua vez, pode ser para aquelas famílias que tenham uma criança com autismo e que, dentro das possibilidades, possa entender sua situação acerca do TEA. Obviamente que é preciso saber usar as palavras certas, de forma que seu filho saiba o que você esteja falando. Dizer a ele que ser diferente não é errado pode ser uma excelente alternativa. Além disso, mostre ao pequeno que ele tem condições de ir à escola, ter amigos e tudo que as demais crianças desfrutam.

No entanto, é imprescindível que para isso vocês já contem com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar que possa auxiliar todos os passos e descobertas feitas por elas (crianças).

Por que algumas crianças com autismo não falam?

Vale ressaltar aqui que os motivos podem ser os mais variados possíveis, considerando os diferentes espectros que estão incluídos dentro do TEA. Especialistas explicam que os casos envolvendo crianças com autismo que não falam podem estar relacionados a uma dificuldade de saber lidar com a habilidade da fala e da escuta. Elas não conseguem relacionar essas duas práticas simultaneamente.

O fonoaudiólogo pode ajudar

Embora as intervenções necessitem da multidisciplinaridade, a presença do fonoaudiólogo é imprescindível para que se estimule a linguagem como um todo e não só a fala. Essa orientação deve ser levada a sério. Além disso, o tratamento também precisa ser feito o quanto antes para que haja a possibilidade de seu filho desenvolver a fala.

E se a criança não falar?

Um detalhe que não deve passar despercebido é o fato de o pequeno ser estimulado com outras formas de linguagem. É possível que uma pessoa com autismo realmente não consiga desenvolver sua comunicação verbal. Nesse caso, as intervenções se revelam fundamentais, pois especialistas estão aptos a trabalharem isso por meio de técnicas e terapias eficazes, como o caso da ABA, área de conhecimento que desenvolve pesquisas e aplicações a partir dos princípios básicos da ciência da Análise do comportamento.

 

 

 

Dr Clay Brites

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