Como identificar os primeiros sinais de autismo leve?

Quem acompanha nossos artigos já deve ter lido algum conteúdo em que falamos sobre o autismo leve e como ele pode confundir com seus sinais mais brandos. Muitos pais podem ver em determinados sintomas características que manifestam a existência do Transtorno do Espectro Autista (TEA) na vida da criança.

Autismo leve: de olho nos pequenos detalhes

O fato de muitos dos adultos desconhecerem os sinais reais do autismo, alguns comportamentos passam despercebidos. A criança pode, por exemplo, gostar de brincar sozinha; ela não costuma se juntar aos coleguinhas de sala ou do prédio; quando alguém tenta puxar assunto, o pequeno não olha diretamente para o rosto de seu interlocutor, entre outros.

Situações como essas são confundidas com timidez, seja ela mais simples ou mais acentuada. O detalhe, porém, é que existem pais e mães que não pensam na hipótese de seu filho ou filha conviver com TEA.

Algumas habilidades sutilmente comprometidas

O fato de uma criança com autismo leve não demonstrar os sinais mais graves do distúrbio não desperta muita apreensão nos adultos. Isso se deve, dentre vários aspectos, ao fato de algumas habilidades serem desempenhadas com uma relativa regularidade. No entanto, um detalhe chama a atenção: essa competência é exercida pelos pequenos de maneira mecânica, sem emoção.

Outro motivo que causa a demora no diagnóstico é o fato de o pequeno não ter seu desenvolvimento cognitivo muito afetado, como acontece com casos mais graves do autismo. Há pessoas que só descobrem a existência do TEA na fase adulta.

Sintomas confundidos com TDAH

Pode acontecer de a criança apresentar características muito próximas àquelas manifestadas por quem convive com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Nesse caso, deve-se priorizar a investigação e a busca de sintomas do Autismo.

Como tratado em outros artigos do Entendendo Autismo, a falta de conhecimento acerca do que são os sintomas de TEA é um elemento fundamental na demora da sua identificação. Isso acontece pois tais características podem ser interpretadas como falta de limite, preguiça ou até com outros distúrbios como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD).

Síndrome de Asperger: é preciso ter atenção

Na Síndrome de Asperger, os sintomas são ainda mais brandos, o que pode postergar o diagnóstico. Para citar apenas um exemplo, a criança que convive com Asperger fala de maneira exemplar (até mais desenvolvida que os coleguinhas) e ela não apresenta ecolalias (repetições), como em outros casos de autismo.

Ajuda especializada para auxiliar

É inteiramente importante que se procure auxílio profissional para que essas condições sejam devidamente evidenciadas por um especialista. Embora o autismo leve e o Asperger compartilhem da mesma sutileza em seus sintomas, é preciso salientar que existem diferenças. Somente o acompanhamento especializado pode ajudar nos esclarecimentos.

Após o primeiro contato com um neuropediatra, o pequeno será acompanhado também por uma equipe multidisciplinar formada por profissionais de diferentes áreas. O objetivo será o trabalho em conjunto em prol do desenvolvimento da criança em todas as suas habilidades.

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Dr Clay Brites

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