Como o autismo afeta o cérebro?

Quando o assunto é autismo, muitos pais e mães ficam apreensivos. O motivo é justo, uma vez que o desenvolvimento da criança está em jogo, todo cuidado é pouco. Por conta disso, entrar em contato com um profissional da área médica é sempre a melhor solução.

Os especialistas podem propor intervenções que sejam compatíveis com o contexto do pequeno. Aspectos como comportamento, vida familiar e escolar são levados em conta com o objetivo de proporcionar à criança as condições para tratamentos e possibilidades de amenizar determinados sintomas.

É muito comum que pais e mães de primeira viagem fiquem mais tensos com o diagnóstico de autismo do filho. A presença dos médicos é importante até mesmo para orientar os adultos responsáveis pela criação do pequeno. A primeira pergunta que parte deles costuma fazer é a seguinte: como o autismo afeta o cérebro? Sendo assim, vamos responder a esse e outros questionamentos tão comuns em consultórios.

O autismo e o desenvolvimento cerebral da criança

O TEA (Transtorno do Espectro Autista) afeta o desenvolvimento da pessoa e, como tal, ele é causado por problemas relacionados ao aspecto neurobiológico presente na vida dos pequenos. Falando nisso, crianças com autismo geralmente apresentam uma estrutura mais imatura e mais inadequada quando considerados os padrões de arquitetura cerebral da conformação dos neurônios.

Em outras palavras, eles estão dispostos de forma desorganizada; isso faz com que haja uma variação de localização (dos déficits de funcionalidades cerebrais) de acordo com as áreas mais afetadas e mais correlacionadas ao autismo de cada criança.

Sendo assim, vocês podem observar a existência de autistas que falam muito bem; por outro lado, há aqueles que nem falam. A heterogeneidade desses casos é tão grande que é possível notar crianças com autismo que demonstram uma desorganização mais voltada à área de linguagem e outras que manifestam essa situação em áreas sensoperceptivas; ou em áreas motoras ou de percepção visual.

O autismo e a variação neuropsicológica da criança

Dependendo de onde esse desarranjo for mais frequente e severo, o quadro autístico será diferenciado. Isso pode ser explicado pela variação neuropsicológica da criança, que varia de forma significativa entre elas; ou então em situação que pacientes mostram nível intelectual normal, deficiência intelectual associada ou altas habilidades. Vale ressaltar que essa variação reflete qual a ação do autismo no cérebro dessas crianças.

A intensa variabilidade e heterogeneidade de localização de alterações cerebrais são características marcantes. No entanto, é importante salientar que as alterações ocorrem na relação entre os neurônios, afetando o funcionamento, a estrutura e o desenvolvimento em algumas áreas na vida dessas crianças de forma significativa.

Como o autismo age no sistema nervoso?

Vale relembrar também como o autismo impacta o sistema nervoso de um paciente. O transtorno causa, dentre muitas coisas, o que pode se chamar de distorção em áreas de grande importância no cérebro: cerebelo (o tônus muscular e o equilíbrio dependem dele), sistema límbico (responsável pelos comportamentos sociais e pelas emoções) e hipocampo (parte integrante do sistema límbico e ligado à aprendizagem).

É possível notar que qualquer alteração nessas partes significa condições prejudiciais à pessoa afetada. Para citar alguns exemplos, veja a seguir a lista da ação do autismo no cérebro.

  • Dificuldade ou atraso no processamento de informações obtidas a partir dos olhos;
  • Dificuldades para assimilar os sinais sensoriais que chegam ao cérebro;
  • Tal bloqueio de recepção de estímulos sensoriais é, geralmente, impulsionado com reações inesperadas por parte das crianças: choro, grito, tiques;
  • A desordem no campo sensorial pode provocar também uma grande rejeição aos ruídos (audição) e a outros sentidos do corpo.

Referência

COMO o autismo afeta o cérebro? [Arapongas]. Neurosaber, 2018. 1 video (3 min.). Publicado em: https://www.youtube.com/watch?v=y0ojTqMcqlE. Acesso em: 29 jan. 2020

Dr Clay Brites

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