A criança com autismo é hiperativa?

Quando a criança recebe o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), os pais ficam receosos com as consequências que podem vir ao longo do crescimento do pequeno, considerando que o autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento. Entretanto, alguns detalhes também precisam ser levados em conta, como a possibilidade de haver uma comorbidade ou até mais de duas.

Por isso salientamos sempre que o diagnóstico de um médico é fundamental, pois, a partir de tal constatação, os pais do menor podem providenciar as intervenções necessárias. Lembrando que o especialista é quem deve propor qual o tratamento mais recomendável ao caso apresentado.

Associação de distúrbios em pacientes

Esses distúrbios associados podem existir em decorrência do TEA e eles são bastante variados. Porém, o enfoque deste artigo será o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Portanto, é possível que uma criança com autismo demonstre traços de hiperatividade? A resposta é sim. Mas antes vamos saber um pouco mais sobre as comorbidades.

O autismo e as comorbidades

O TEA é uma condição cuja incidência tem chances de implicar no surgimento de outras patologias. Segundo estudos, as associações mais comuns são a epilepsia, a deficiência intelectual, a ansiedade, o comportamento infrator, a estereotipia e o TDAH.

Isso explica o motivo pelo qual o tratamento depender de um acompanhamento multidisciplinar, pois a demanda do paciente pode ser bem ampla, necessitando de especialistas em diversas áreas, tais como: psicologia, psicopedagogia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, entre outras.

O autismo e o TDAH na criança

Pesquisas recentes revelam que o paciente diagnosticado com TDAH pode apresentar traços do autismo. Os resultados foram expostos no 26º Congresso Europeu de Neuopsicofarmacologia.

Cientistas confirmam que o histórico familiar corresponde por uma parcela considerável dos casos, uma vez que a ligação entre o TDAH e o TEA compartilha da mesma origem.

Mas o estudo contradiz outros levantamentos?

Na verdade, o que outras pesquisas tentavam evidenciar é o fato de que crianças com autismo apresentavam sinais de pessoas com TDAH. De acordo com o apresentado no Congresso Europeu, o caminho é o inverso: pequenos diagnosticados com TDAH manifestam características do TEA.

Quais são os principais sintomas do TEA associado com TDAH?

Nesse caso, as características mais marcantes são uma incidência maior de considerável déficit neuropsicológico ou neuropatológico; problemas de interação interpessoal ou social; instabilidade emocional considerável.

Outro sinal identificado pelos pesquisadores sobre as crianças que fizeram parte do estudo foi uma grande dificuldade para lidar com situações de rejeição. Além disso, a disfunção social foi notada em boa parte da amostra do levantamento.

O que o autismo tem a ver com o TDAH?

Muita coisa, embora sejam transtornos distintos. Uma proximidade que há entre eles é o fato de a criança apresentar disfunções de caráter executivo, demonstrando grandes dificuldades em práticas e habilidades diversas, tais como: saber administrar emoções, ocasionando em tédio e grande irritação; manter a atenção em períodos relativamente longos; dar início em alguma tarefa; evitar desvios de atenção que são causados por estímulos vindos do ambiente externo.

Intervenções para os casos

O melhor tratamento é aquele vai suprir as necessidades da criança. Ele pode vir acompanhado de terapeutas diversos e medicamentos. A consulta médica frequente é essencial para que os pais da criança tenham sempre informações que visem a esclarecer dúvidas, estabelecer estratégias e oferecer aos pequenos todas as condições dignas de vida e bem-estar.

 

Dr Clay Brites

Dr Clay Brites

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