Crianças com TDAH podem apresentar traços autistas

Pesquisa divulgada no 26° Congresso Europeu de Neuropsicofarmacologia mostra que crianças com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) podem apresentar traços autistas. A informação, embora não significasse uma surpresa para muitos profissionais, mostrou o caminho contrário que a comunidade científica havia comprovado em estudos anteriores: que crianças com autismo apresentavam sinais de pessoas com TDAH.

A descoberta reforça a afirmação de que os pequenos com TDAH, que demonstram ter traços de crianças com autismo, podem ter também uma socialização comprometida, em casos mais graves. Eis mais uma missão para equipes multidisciplinares na elaboração de intervenções que visem ao desenvolvimento de atividades/terapias para uma qualidade de vida muito maior desse público.

Histórico familiar: uma ligação justificável

O estudo constata que o histórico familiar responde por uma boa parcela desses casos, como aqueles que envolvem gêmeos, por exemplo. Mas outras relações entre parentes também podem exercer influência. A pesquisa mostrou, então, que essa ligação entre o TDAH e o autismo compartilha de uma mesma herança ou origem.

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O trabalho revela que os transtornos estão direta ou indiretamente ligados, pois independem da presença de algum deles. “Essas descobertas aumentam a possibilidade de que algumas crianças com TDAH possam manifestar sintomas de autismo mesmo na ausência de um transtorno pleno”, segundo o estudo.

Importante frisar que a pesquisa foi feita com 469 crianças, divididas da seguinte forma: 242 com o transtorno e 227 sem tal diagnóstico, sendo que nenhuma foi diagnosticada com o transtorno de espectro autista. O levantamento apontou que a quantidade de pessoas com TDAH com sinais de autismo era muito maior do que aqueles indivíduos sem o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade.

Problemas que podem vir dessa união

Outra informação que merece destaque é o fato de o estudo ter revelado que as pessoas com as características tanto do TDAH quanto do autismo podem apresentar um maior déficit neuropsicológico, neuropatológico, social, instabilidade emocional e interpessoal.

Dentro da pesquisa realizada, constatou-se que as crianças com as características dos dois transtornos apresentaram uma maior dificuldade em lidar com situações de rejeição; além de problemas de ordem emocional muito mais severos e até mesmo disfunção social.

Importante distinguir um do outro

É sempre válido lembrar que embora ambos os transtornos apresentem uma determinada ligação, eles são distintos e não podem ser confundidos.

Além do diagnóstico preciso, que deve ser feito por uma equipe devidamente capacitada para tal, outro detalhe é que as intervenções voltadas para o tratamento do TDAH e do autismo são completamente diferentes. Apenas com o auxílio dos profissionais é que a criança pode encontrar meios de ter uma qualidade de vida muito melhor.

Embora a ciência se encarregue de investigar e descobrir novas informações acerca de transtornos como esses; é fato de que quando se sabe diferenciar os distúrbios, os médicos e os terapeutas podem trabalhar sobre cada caso apresentado de forma muito mais satisfatória.

O melhor tratamento será aplicado pelo profissional que conhece a situação de seu filho, então não deixe de se informar e procurar um especialista no assunto.

  • Alguns médico e professores estão falando para os pais que não precisa de tratamento medicamentoso só psicológico e atividade física, e alguns pais acham que é birra ou mal educado .sou estudante de educação física do 7 período e estudei algumas síndromes e transtornos e também tenho parentes com tdah e sindrome de Williams e acho que devia ser mais divulgado e profissionais principalmente professores porque as escolas hoje são depósitos de crianças com variados problemas, que os pais não sabem ou não querem saber. Paguei a matéria adpitadas e gostei me endentifiquei e todo dia estudo mais , então porque os pedagogos não fazer um curso para poder identifica e pedir aos pais que procurem um médico, nos somos quem passa mais tempo com eles.

    • Voce tem toda razão Joana! falta vontade e informação para a maioria dos profissionais que trabalham com transtornos e sindromes,infelizmente por que informaçoes temos muitas.Parabens pelo seu empenho.Abraços

  • Realmente, meu filho começou a demonstrar sintomas aos dois anos, comecei a desconfiar de autismo. até que chegou aos 6 anos e ao leva lo em uma psicóloga que com 4 sessões de meia hora o laudou com TDAH… Não sei ainda se é isso… Tive uma luta desde os dois anos lutei muito pra descobrir o que realmente meu filho tem e até hoje não tenho a resposta…. Procurei muitos profissionais q pareciam não se interessar por ele… Enfim… Desisiti, deixei nas mãos de Deus. .. O acesso a uma equipe multidisciplinar é muito dificil a pessoas que não tem condições de custear, lamentável…
    Hoje meu filho completou 7 anos tem suas dificuldades e limitações mas vamos levando…

    • Aldrey, voce tem toda razão em estar desanimado mas sempre terão profissionais descomprometidos; como tambem podemos encontrar aqueles que fazem a diferença em sua profissão. Não desista de encontrar essas pessoas por que seu filho necessita dessa busca. A informação por parte dos pais é uma maneira de poder exigir melhor qualidade de atendimento. No canal da Neurosaber no youtube e no site voce encontrará muitas informaçoes importantes.Boa sorte, abraços!

    • Não desista de teu filho, também tenho um filho com TDAH, com epilepsia e traços de autista, eles precisam de todo apoio, também encontrei muito desinteresse por ele em uma escola particular, mudamos para escola municipal, onde muita coisa foi feita, hoje ele está feliz e aprendendo bem, com suas limitações sim, mas é bem aceito, vale apena mudar, e mudar de novo se preciso for, nunca desistir…não podemos nos cansar…abraço

    • Aldrey, não desanime. Meu filho tem 32 e somente foi diagnosticado com 27. Eu sinto muita pena dele, porque ele se esforça muito para ser “normal”, e fica frustrado, porque se sente “estacionado”. O que tem ajudado bastante é o fato de ele ser cristão. Se não fosse asim, eu não sei o que seria do meu filho! Qdo. o coloquei na escola aos 4 anos, é que notei que ele tinha algum problema. Levei-o à única prisóloga que havia no convênio médico e ele foi “tratado” por 2 anos. Um dia ela deu “alta” pra ele e o diagnóstico: “ele vai demorar a amadurecer, mas não é retardado, porque vive tentando me trapacear nos joguinhos! Procure educá-lo bem, porque ele tem inteligência pra ser um bandido de “alto nível intelectual”. Pois bem: procurei uma igreja e ele foi educado aos moldes cristãos. Agora ele fala em estudar para prestar um concurso e eu estou confiante que vai conseguir com a ajuda de Deus, porque não é fácil conviver com este transtorno de nome TDA(não é hiperativo)
      Amiga, lute pelo seu filho! Deus te abençoe!

  • É uma pena que a quantidade de profissionais são poucos,pode ter muitos.mais 75%não estão capacitados pq já passei pelo uns 5 e vamos respeitar a falta de educação e de capacidade de nós traduzir ou até mesmo não sabem diagnosticar.

    • Ola Patricia! infelizmente é uma realidade em que vivemos,poucos profissionais estão capacitados para atender transtonos e sindromes.Mas temos que cobrar o direito dos pais em serem esclarecidos e o direito das crianças em serem diagnosticadas corretamente. abraços

  • Tenho um filho com os dois transtorno!!! Estou em uma cidade sem pessoas capacitadas pra isso. E muito complicado pra mim ! Essa matéria e experacular. Pois é isso mesmo o dz aí .

    • Ola Andreia!com certeza a informação é um caminho que poderá ajuda-la a compreender e ajudar seu filho. Voce terá mais informaçoes e artigos sobre TDAH e TEA site e no canal da neurosaber no youtube.As neurolives de terça e quinta-feira, falando sobre varios assuntos e de domingo às 21h que são especificas sobre Tea.Mas o acompanhamento com profissionais habilitados ainda são imprescindiveis.Abraços

    • Obrigada Rosangela!continue acompanhando as informaçoes no site, no facebook e no canal da neurosaber no youtube.

  • Bem interessante a pesquisa. Tenho dois pacientes com TDAH, meninos que apresentam leves traços de autismo. Apresentam dificuldades de manter relaçóes sociais. Se possível, gostaria de aprofundar o assunto.

    • Obrigada Leila! voce terá mais informaçoes e artigos sobre TDAH e TEA site e no canal da neurosaber no youtube.As neurolives de terça e quinta-feira, falando sobre varios assuntos e de domingo às 21h que especificas sobre Tea.

  • Bom Dia. Aos três anos e meio meu filho foi diagnosticado com autismo leve e TDAH. Hoje percebemos mais predominância do TDAH do que do Autismo. Contudo alguns traços são notáveis.
    Essa pesquisa me ajudou muito no entendimento do que meu filho tem.
    Obrigada.

    • Obrigada Evilin! continue acompanhando as informaçoes no site, no facebook e no canal da neurosaber no youtube.As neurolives de domingo às 21h são especificas sobre este assunto.

  • Minha filha foi diagnosticada com asperger leve a moderado e ainda está em analise sobre o diagnostico de TDAH. Ela fez 6 anos e nao tem dificuldade na socializacao, porem tem dificuldade em entender metaforas e interpretar situacoes do cotidiano nas relacoes sociais. Tem acompanhamento psicoterapico, fonoaudiologico e ja teve terapeuta ocupacional. A escola se diz inclusiva mas nao é na verdade, quer o aluno pronto, que nao dá trabalho. Estamos muito distantes da inclusão, não há interesse nem da comunidade nem na rede particular de ensino. O que encontramos são alguns profissionais que por dedicacao e vontade propria se interessam e abraçam nossa causa.
    Vejo que, no autismo, somos nós os pais a porta para o mundo para nossos filhos. Com muita paciencia, perseverança e disciplina conseguimos grandes avanços, um trabalho incansável e de doação todo o tempo disponível.
    Agradeço a vcs disponibilizarem o conteudo para que cada vez mais consigamos entender e ajudar nossos pequenos!

    • Parabens Monique! suas palavras são muito verdadeiras e com certeza são os pais que estão fazendo com que seus filhos sejam melhor atendidos e compreendidos.Agradecemos seu carinho.Obrigada!

  • Realmente é bastante importante uma equipe multidisciplinar para qualquer disgnóstico, infelizmente muitos professores sofrem devido a falta de cursos de capacitação em muitas áreas, Os pais devem buscar informações e todas as informações possíveis sobre o diagnóstico, os profissionais que acompanham a criança devem orientar os pais, a escola e os professores cada um na sua área.

    • Jane ! voce tem toda razão, infelizmente falta capacitação.Mas o professor deve sempre estar se informando e aumentando seus conhecimentos.No site da Neurosaber e no canal da Neurosaber no youtube está disponbilizada varias aulas que ajudarão muito o conhecimento.

  • Agradeço ao grupo da Neuro Saber por está proporcionando essas temáticas importantíssimas de conhecimentos sobre todos transtornos, saber lidar com cada transtorno é muito importante para ajudar famílias a caminhar com seus filhos e inserindo-os no contexto da sociedade.

    Obigada

  • Joana,
    Muitos professores, inclui-se aqui pedagogos, e a saber que nem todos exercem a função de professor, já possuem formação ainda que incompleta, pois há muito a se aprender e discutir, buscam conhecer os transtornos que dificultam a aprendizagem, infelizmente há vários pontos a ser abordado nesta problemática, por exemplo o professor não é o profissional indicado para fazer um diagnóstico, a realidade das escolas públicas , na maior parte do país, está além de uma estrutura real para que possamos atender a todos como deve ser, há país que não aceitam que seus filhos necessitam de um tratamento, inclusive me dimensões, imagina tratarmos o aluno dentro de suas necessidades e especídades, e por fim, quando a criança passa mais tempo na escola que com a família há algo de errado nestas relações.

    • Érika! voce tem toda razão , nenhum professor está habilitado para diagnosticar.Mesmo os profissionais sempre trabalham com equipe multidisciplinar.Quanto aos pais , sempre terão aqueles que não aceitam.Agora cabe à escola estar bem embasada com conhecimentos do assunto para poder estar conscientizando estes pais da melhor maneira possivel,

  • Sou professora a bastante tempo e já tive alunos com algumas síndromes no decorrer dos anos. Sempre procurei me informar para tentar ajudar meu aluno a superar as suas dificuldades e não se sentir excluído em sala de aula. Em 2016 , lecionei para uma turma de creche III e recebi um aluno autista. A princípio fiquei com muito medo , pois não sabia o que fazer e nem como trabalhar com essa criança. Graças a Deus, a família já fazia um acompanhamento e me deu dicas importantíssimas, inclusive o site do NeuroSaber . Acho que tanto a rede municipal como estadual deveriam capacitar mais os profissionais da educação , só assim poderemos ajudar as famílias e os alunos.

    • Com certeza Elis! a informação é o caminho mais certo de ter exito no trabalho com qualquer dificuldade, sindrome ou transtorno.e a neurosaber disponibiliza muitos assuntos pertinentes em seu site e canal no youtube. Obrigada!

    • Voce podera acessar o site da neurosaber e o canal da neurosaber no youtube que encontrará muitas informaçoese aulas disponoveis.

  • Obrigada por nos o informar sobre este assunto. Não sei se meu filho tem TDAH
    Eu sempre observo o comportamento do meu filho para saber se ele tem algo mais além de Autismo leve com síndrome de Asperger.

    • Veluzia! converse com o profissional que acompanha seu filho e lhe peça mais explicaçoes sobre o diagnostico de seu filho.Ele poderá lhe dar maiores detalhes.

  • Eu quero aprender como lhe dar com meu filho para poder ajuda lo a ser independente e viver bem feliz. Obrigada por nos explicar sobre esses temas que nos ajuda a ser uma excelente mãe para o meu filho.

  • Aconselho os pais a procurarem um pediatra do desenvolvimento e ou pedagogas e psicologas que realizam avaliação do desenvolvimento, em especifico avaliação para autismo.

    • Com certeza Dirce! uma boa avaliação trará muitos beneficios para uma melhor qualidade de vida para as crianças com um transtorno.

  • Agradeço à NeuroSaber por todas as informações, cursos, ebooks, vídeos sobre TDAH. Tenho uma sobrinha com diagnóstico de TDAH e desde que descobrimos busco ler para enterder todo o processo e ajudá-la da melhor maneira possível. Muito Obrigada mesmo!!

  • Quais são as diferenças entre as intervenções voltadas para o tratamento do TDAH e do autismo? Mais especificamente, quais são os tratamentos medicamentosos e psicoterapêuticos mais indicados para cada um dos casos?

    • Ola valeria! é uma resposta extensa que voce poderá informar-se dessas de de outras possiveis duvidas nas aulas direcionadas para esses assuntos no canal da Neurosaber no youtube com o dr, Clay Brites que fica disponivel.

  • Meu filho tem 8 anos e ate hoje tenho varias duvidas se o diagnóstico dele e autismo mesmo .Ele esta em uma escola particular (sendo a quarta escola desde 3 anos) e esta nao se interessa em ajudá-lo me sinto muito frustada ele faz terapia com fono e psicólogo .Vejo que houve mudança e evolução mas a parte pedagógica ainda e bem atrasada.

    • Ola Alecia! os profissionais que acompanham seu filho necessitam do comprometimento da escola para que obtenham exito nas terapias.Por isso a escola tem que ser cobrada.Abraços

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