Distúrbio do processamento sensorial no TEA

As crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) podem demonstrar características peculiares e que precisam de um acompanhamento dos pais e de outros profissionais que impulsionem nelas desenvolvimentos e práticas que visem à adequação de seus costumes ao dia a dia. Por isso, é muito importante que você, adulto, tenha total atenção quanto às atividades direcionadas aos pequenos.

 

Falando sobre processamento sensorial no TEA

O processamento sensorial de uma criança com TEA oferece alguns traços e que merecem ser expostos aqui. Você por acaso já reparou se seu filho ou outra criança de seu convívio apresenta uma predileção específica por determinado alimento (que tenha uma textura peculiar)? Talvez não seja sabido por muitos, mas essa característica faz parte do aspecto sensorial de um autista.

Isso acontece porque a criança apresenta alterações dos sentidos que configuram sua percepção sensorial sobre as coisas, a saber: audição, olfato, tátil, visual e paladar. Nesse caso, o autista também pode manifestar o que chamamos de TPS (Transtorno de Processamento Sensorial), que configura um desordenamento das habilidades sensoriais. As consequências dessa desorganização são a hipersensibilidade ou a hipossensibilidade apresentada pela criança.

Para você se situar, vale citar um exemplo: a criança se incomoda nitidamente com um determinado cheiro. Isso é reflexo da hipersensibilidade (hiper – acima, muito, intenso). Já a hipossensibilidade se apresenta pela escassez do sentido de determinada habilidade da pessoa.

É importante ressaltar que essas demonstrações podem levar a criança a ter prejuízo na cognição, no comportamento e no campo emocional.

Importante saber!

Toda vez que se fala de crianças com TEA um detalhe deve ser levado sempre em conta: a particularidade de cada um dos pequenos. Isso significa que o processamento sensorial, nesses casos, apresenta especificidades quando o assunto é a reação diante de alguma situação que configure a sensibilidade. Portanto, não se deve nunca generalizar, pois cada criança pode apresentar uma característica diferente.

Qual tratamento pode ser eficaz?

Uma criança autista precisa passar por tratamentos que ofereçam a ela condições de se socializar não só com as pessoas, mas com o ambiente a que está inserida. Na esteira do processamento sensorial, é válido dizer aqui que a Terapia de Integração Sensorial atua de forma que ameniza a característica identificada no pequeno. Nesses casos, o profissional procura, através de atividades específicas, introduzir na criança a capacidade de administrar os estímulos provenientes do campo dos sentidos. Além disso, vale dizer que tal tratamento procura agir como um instrumento que vise ao atendimento das necessidades da criança.

Nunca force a criança a nada

É imprescindível saber que a criança com TEA não deve ser forçada a nada. Lembre-se que ela tem gostos e comportamentos especiais. Então, é sempre válido reforçar que o autista infantil, especialmente, deve ser apresentado aos poucos a tudo que se apresenta como novidade, isso inclui alimentação, objetos, sons, etc. Um tratamento que cuide dessa parte é indispensável por conta disso. Procure terapeutas e profissionais que possam auxiliar o seu pequeno a ter uma vida muito mais leve, socialmente tranquila e divertida.

 

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