A importância do diagnóstico precoce do autismo

 

O assunto de hoje é algo que muitos pais e mães precisam estar por dentro: o diagnóstico precoce do autismo. Qual a importância disso e o que pode ser feito? Para começo de conversa, os adultos responsáveis pela criança devem observar alguns comportamentos determinantes e que tendem a indicar sinais da existência do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O diagnóstico precoce do autismo e as possibilidades

Você provavelmente já deve ter lido que quanto mais cedo o TEA for descoberto, mais rápidas as intervenções podem ser estabelecidas pelos especialistas. Os tratamentos tendem a propiciar condições melhores para as crianças a partir do momento em que os terapeutas começam a trabalhar as principais habilidades, sobretudo aquelas que estão ligadas à comunicação e à sociabilidade.

As possibilidades surgidas durante esse processo são inúmeras a começar pelas orientações que os médicos e os demais especialistas dão em cada consulta. A informação repassada aos pais é essencial para a condução da criança, seja no ambiente doméstico ou até mesmo escolar.

Percebendo algumas características

Por mais que soe estranho, é possível perceber alguns sintomas que podem manifestar situações incomuns no aspecto comportamental da criança. Um dos momentos mais esperados é a alimentação. Na hora de mamar, o pequeno e sua mãe estabelecem comunicação entre os olhares.

Segundo especialistas, é a partir desse ato que o elo entre a mamãe e seu filho se fortalece ainda mais. No entanto, com uma criança que convive com o autismo é diferente, pois o bebê simplesmente não corresponde ao contato visual. Tal comportamento se segue a outros momentos, como mostrado abaixo:

– Quando chamado, o pequeno não costuma responder, mesmo que a criança ainda não tenha a habilidade de se comunicar verbalmente. O recurso visual é muito utilizado pelos bebês; ou seja, eles olham para a pessoa que tenta chamar a sua atenção. Diferente do que ocorre no TEA;

– Durante os primeiros três anos, tudo que rodeia o pequeno passa a ser motivo de sua curiosidade. Isso significa que qualquer coisa é interessante para ele. Tocar e pegar passam a ser prioridade, pois o tato é um dos sentidos mais urgentes nessa fase de descobertas. Para o bebê com sinais de autismo, não. Ele geralmente fica interessado em um objeto específico;

– Chorar é normal para toda criança, mas é preciso notar se o choro do bebê ocorre em momentos de carinho; ou seja, quando está no colo. As crianças com autismo não gostam da sensação de aperto.

O diagnóstico precoce do autismo para a vida escolar

É inegável que quando uma criança tem o seu diagnóstico revelado ainda na primeira infância, o tratamento tende a contribuir completamente para o seu desenvolvimento. Isso no ambiente escolar é fundamental, uma vez que as intervenções serão responsáveis por desenvolver competências importantes para o aspecto cognitivo do pequeno.

Além disso, vale ressaltar que dentro desse conjunto a sociabilidade da criança é um dos principais pontos a serem considerados, tendo em vista que ela vai interagir mais facilmente em relação àquele que ainda não recebera o devido tratamento.

As terapias, aliadas à cooperação de educadores e até a própria família, tendem a exercer um papel determinante no processo educacional do aluno com TEA. No entanto, a precocidade do diagnóstico responde por uma parcela imprescindível nesse resultado.

Pais e mães mais informados

A importância do diagnóstico precoce do autismo é voltada também para os adultos que lidam com a criação do pequeno. Isso acontece, pois quanto mais cedo os pais ficarem por dentro dos detalhes do que ocorre com a criança, mais fácil será a compreensão de suas necessidades, rotina e desafios. Por isso não hesitem, diante de qualquer suspeita, procure ajuda médica.

 

 

Dr Clay Brites

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