O que desencadeia o Transtorno do Espectro Autista?

Ao longo das décadas a comunidade científica tem voltado parte de suas atenções para os casos de Transtorno do Espectro Autista. Segundo dados do último levantamento feito pela OMS – Organização Mundial da Saúde –, a incidência do autismo é de 1 em cada 160 crianças no mundo. Estima-se que no Brasil existam 2 milhões de pessoas que convivem com o espectro. Os dados podem oscilar, considerando os casos que ainda são subnotificados, além daqueles que serão diagnosticados.

No entanto, as pesquisas evoluem graças ao empenho de especialistas e estudiosos que se debruçam sobre o assunto para encontrarem respostas e soluções. Para complementar, pode-se afirmar que existem muitas informações a respeito do que seria a causa; o que desencadeia o Transtorno do Espectro Autista. Vejam abaixo quais são elas.

Fatores genéticos influenciam a existência do autismo

Muitos estudos sugerem que o Transtorno do Espectro Autista pode ser influenciado pelo aspecto da herança genética. Essa hipótese é reforçada quando um paciente com autismo tem algum parente próximo também diagnosticado com TEA ou algum traço que pertença ao espectro.

Os mesmos levantamentos apontam que em determinados casos, cujo mais de um membro da mesma família apresente sinais de autismo, pode haver algum padrão de autismo ou deficiência que seja relacionado. Isso  reforça a ligação genética que tende a existir.

Fatores ambientais também podem estar relacionados ao TEA

Além do aspecto genético, a questão ambiental pode responder por uma parcela considerável na incidência do Transtorno do Espectro Autista ainda na fase fetal. Pesquisas afirmam que situações como estresse, exposição a substâncias químicas e tóxicas; infecções, desequilíbrios metabólicos e problemas durante a gravidez podem ser causadores de autismo. Além disso, outros estudos não descartam o uso de alguns medicamentos durante a gestação como possíveis aspectos para a ocorrência do TEA em crianças.

Aspectos genéticos e ambientais respondem podem por grande parte dos casos

Um artigo publicado no respeitado The Journal of the American Medical Association (JAMA) divulgou o resultado de uma pesquisa feita pelo Instituto Karolinksa, em Estocolmo (Suécia), onde mais de 2 milhões de crianças suecas, nascidas entre 1982 e 2006, foram analisadas.  Constatou-se que embora a hereditariedade seja um fator relevante, tal aspecto só corresponde à metade dos casos. A outra parte ficou por conta dos fatores ambientais.

Os mesmos pesquisadores chegaram aos 50% como a taxa responsável  pelo desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista nas crianças. No entanto, essa porcentagem já chegou a ser considerada em 80% ou a 90%. O levantamento mostrou, então, que o ambiente pode influenciar mais do que se imaginava.

Como chegar ao diagnóstico?

Os especialistas chegam ao diagnóstico do autismo por meio da observação direta e de entrevistas, realizadas com os pais do pequeno, a fim de se obter informações que possam reforçar a análise do médico.

A partir do diagnóstico, qual o próximo passo?

Contar com auxílio de uma equipe profissional que seja formada por médicos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psiquiatras, psicólogos, analistas comportamentais, fisioterapeutas, psicopedagogos e outros especialistas que possam contribuir com o desenvolvimento da criança.

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