O que é Ecolalia?

Todos vocês sabem que quando uma pessoa é diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) alguns aspectos podem ser prejudicados, principalmente aqueles que estão ligados direta ou indiretamente ao comportamento. Sendo assim, o assunto de hoje é sobre um distúrbio comum em pacientes que convivem com autismo: a ecolalia.

Afinal, o que é a ecolalia?

A ecolalia pode ser definida como um distúrbio caracterizado pela repetição daquilo que a própria criança acabou de dizer ou pelo o que seu interlocutor falou há pouco tempo. O pequeno repete sistematicamente a sequência proferida, de forma não espontânea. Por conta disso, a ecolalia é considerada um problema que atinge o desenvolvimento da fala e da linguagem.

Como é o dia a dia da criança na escola?

Bom, é importante que o aluno cuja ecolalia foi identificada já esteja dentro de um projeto de adaptação ao programa pedagógico da escola em que está matriculado. No entanto, dentro desse processo, o pequeno também deve ter o aspecto da comunicação trabalhado por meio de técnicas com especialistas, como os fonoaudiólogos, por exemplo. É um trabalho em conjunto e que deve ser levado a sério, pois a ecolalia tende a ser o aspecto de uma situação mais complexa, como o autismo em si.

Falando sobre tratamentos, qual a importância do acompanhamento fonoaudiológico nesse processo?

Devemos sempre pontuar que a intervenção para ecolalia tende a ser desenvolvida de forma satisfatória por um fonoaudiólogo devido ao seu amplo conhecimento acerca da comunicação e da linguagem. Os especialistas dessa área aplicam técnicas que trabalham com os déficits apresentados pelos pacientes.

Entretanto, vale ressaltar que os profissionais fazem uma apuração acerca das principais características observadas na ecolalia de cada pessoa. Dessa forma, eles podem direcionar um tratamento que vá trabalhar diretamente na necessidade do pequeno assistido.

Uma das metodologias adotadas pelos fonoaudiólogos é o trabalho sobre as formas pré-simbólicas conversacionais, com o intuito de diminuí-las ou até mesmo eliminá-las, como o grito. Há que se ressaltar que tais exercícios focam no desenvolvimento dos mecanismos conversacionais da habilidade de comunicação.

Além disso, temos que relembrar os casos cuja fala verbal é uma prática executada pelo paciente. Quando isso acontece, as intervenções devem ser direcionadas para o desenvolvimento da compreensão e expressão verbal. Esse acompanhamento dá enfoque para a autonomia da criança no desempenho de sua competência comunicacional.

O que acontece se a ecolalia não for tratada? Quais as consequências?

Se a criança não recebe o tratamento adequado, a situação tende a se agravar a partir do momento em que ela não consegue estabelecer interação social com as demais pessoas. O que realmente pesa nisso é o isolamento que ela poderá se encontrar por não achar meios de estabelecer um diálogo e muito menos saber como se comportar nos diferentes contextos que o convívio social impõe a todos nós.

Tratamento multidisciplinar e terapias indicadas

As intervenções devem ser realizadas por profissionais de diferentes áreas a fim de providenciar um acompanhamento que seja eficaz para o desenvolvimento da criança. Sendo assim, é importante que o primeiro passo seja procurar um médico apto a dar o diagnóstico e, assim, indicar as próximas etapas. Psicólogos também são indicados, além dos fonoaudiólogos, como mencionados anteriormente.

As terapias mais utilizadas pelos especialistas costumam ser aquelas que trabalham direta e indiretamente com o aspecto comportamental e comunicacional. Existe uma área de abordagem indispensável para a promoção do desenvolvimento do paciente: a Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Ela é uma ciência a qual os profissionais podem encontrar fundamentos que legitimem determinadas terapias que tendem a encontrar soluções para os casos.

Além da ABA, que é uma ciência, podemos citar o TEACHH (Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação, em português); e o PECS (Sistema de Comunicação por Troca de Figuras, em português).

 

Dr Clay Brites

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