O que é o Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD)?

O assunto de hoje é sobre o Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD). Muitos estudos já foram realizados acerca do tema, e ainda existe muito para ser feito. Contudo, vamos abordar o TGD de forma que pais e profissionais possam compreender alguns detalhes esclarecedores. Você convive com alguma criança que manifesta características relacionadas? Você sabe quais são elas? TGD é autismo ou não há nenhuma proximidade entre eles?

Afinal, qual a relação existente entre o TGD e o TEA?

Muitos leitores podem ficar confusos nessa ligação entre o Transtorno Global do Desenvolvimento e o Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas existe uma explicação que pode explicá-la.

A explicação é a seguinte: os especialistas da saúde, voltados para síndromes neurobiológicas e afins, utilizam determinados guias que os auxiliam por meio de uma lista que disponibiliza os distúrbios mentais e os possíveis critérios para diagnosticá-los. O mais utilizado é o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM).

Interessante notar que a 5ª edição (DSM-V) é, atualmente, a versão adotada com maior frequência por esses profissionais. No entanto, o (DSM-IV), publicado em 1994, era usado até recentemente.

De acordo com o DSM-IV, o conjunto de desordens intelectuais era denominado TGD. Dentro desse grupo havia o Autismo, Síndrome de Rett, Síndrome de Asperger, Síndrome de Heller, entre outros. Com a chegada do DSM-V, tudo isso passou a ser incluído no Transtorno do Espectro Autista (TEA). A única divisão passou a ser, então, os graus leve, moderado e severo.

Quais são as características do TGD?

O aspecto característico percebido em um paciente com o TGD são os mesmos encontrados naqueles que convivem com as síndromes relacionadas ao autismo, levando-se em conta as diferentes variações.

É importante pontuar que o transtorno é responsável por afetar três eixos que implicam na interação social da criança: comportamento, comunicação verbal e comunicação não verbal. Além disso, existem outras características, a saber:

  • Pouco contato visual com o interlocutor;
  • Estereotipias;
  • Ecolalia (repetição de sons e falas emitidas por outras pessoas);
  • Imersão em um ‘mundo particular’;
  • Pouca ou nenhuma interação com outras crianças ou colegas de sala;
  • Desenvolvimento psicomotor prejudicado;
  • Comportamentos agressivos quando não respeitadas ou compreendidas;
  • Interesse demasiado em um determinado assunto (crianças que tenham inteligência mais desenvolvida);
  • Indiferença;
  • Isolamento;
  • Problemas do sono;
  • Hiper ou hipossensibilidade;
  • Distúrbios alimentares;
  • Impulsividade;
  • Outras características.

Como é o tratamento do TGD?

A intervenção varia de acordo com a necessidade de cada paciente. Por isso o contato com um médico é fundamental para que ele possa estudar o caso e orientar o melhor tratamento para seu filho. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de a criança ser analisada e ter o direito a uma boa qualidade de vida.

Intervenções que fazem a diferença

Como o TGD envolve um conjunto de transtornos, é importante saber que não existe cura para ele, mas intervenções bastante eficazes para a diminuição de muitos efeitos causados pelas síndromes que podem compor esse grupo.

 

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