O que é terapia de integração sensorial em crianças com Autismo

Todos nós somos repletos de habilidades distintas que nos possibilitam a percepção de mundo, do ambiente que nos cerca. Esse conjunto não vem de forma aperfeiçoada no nascimento. Muito pelo contrário. Segundo estudiosos, tais competências são desenvolvidas com a idade e por meio da experiência adquirida no convívio social com outros indivíduos. Além da interação que toda pessoa tem na primeira infância, deve-se ressaltar que a integração sensorial representa uma parte extremamente importante neste processo.

O que é integração sensorial?

De acordo com Ayres (2005), a integração sensorial pode ser definida como o processo cujo cérebro organiza as informações com a finalidade de dar uma resposta adaptativa adequada. Isso organiza as sensações do próprio corpo e do ambiente de forma a ser possível o uso eficiente do mesmo no ambiente.

Sendo assim, pode-se explicar a integração sensorial como a habilidade inata de organizar, interpretar sensações e responder apropriadamente ao ambiente; de modo que auxilia o ser humano em seu uso funcional.

O que é a terapia de integração sensorial?

Todo mundo que acompanha nossas postagens sabe que os tratamentos voltados para pessoas com autismo deve partir de uma equipe multidisciplinar. No caso de quem convive com TEA e precisa desenvolver a integração sensorial, a presença de determinados especialistas é imprescindível para trazer soluções que atendam à demanda.

Os profissionais de Terapia Ocupacional são indicados para analisar e trabalharem essa situação. Eles têm como instrumentos de suas ações as atividades que estão presentes no cotidiano das pessoas. Os terapeutas ocupacionais propõem intervenções que favorecem itens como a recepção, o processamento e a resposta adaptativa ao meio por meio da integração de informações sensoriais.

O que essas habilidades têm a ver com o autismo?

Praticamente tudo. É preciso imaginar que o aspecto sensorial de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) funciona de maneira completamente diferente de quem não tem autismo. Isso pode significar um problema. Todas as sensações ligadas à visão, sons, paladar,  cheiros e toques tendem a ser um processo doloroso, sobretudo se a pessoa não tiver sido apresentada a alguma intervenção adequada.

O processamento sensorial na criança com autismo

Segundo estudos, esse conjunto de habilidades pode se manifestar de maneira ineficiente em uma pessoa com TEA, por isso a terapia de integração sensorial é necessária. Veja abaixo os três aspectos ao processamento sensorial em uma criança/adolescente com autismo:

– O primeiro indica que estímulos sensoriais não são registrados adequadamente;

– O segundo, que os estímulos percebidos não são modulados de forma correta pelo SNC, principalmente no que diz respeito aos estímulos vestibular e tátil;

– O terceiro indica inabilidade em integrar as muitas sensações do ambiente e, consequentemente, falha na percepção espacial e dificuldade de relacionamento com o ambiente.

(Trecho retirado integralmente da dissertação ‘Autismo e Integração Sensorial – a intervenção psicomotora como um instrumento facilitador no atendimento de crianças e adolescentes autistas)

 

 

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