O que é terapia de integração sensorial?

A terapia de integração sensorial procura trabalhar com alguns sintomas característicos na vida de quem convive com um distúrbio, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), por exemplo. É muito comum que uma pessoa com autismo manifeste estereotipias, maneirismos e outros sinais inerentes a algum transtorno. Sendo assim, essas intervenções têm o objetivo de reduzi-los.

Vale salientar que a terapia de integração sensorial visa proporcionar o desenvolvimento do autocuidado e da interação do paciente com o ambiente de seu convívio, impulsionando as relações sociais e a melhora de aspectos comportamentais.

Qual profissional está diretamente ligado a esse tratamento?

Na verdade, é preciso adiantar que tudo vai depender do caso a ser tratado. Em crianças diagnosticadas com autismo, por exemplo, as intervenções tendem a ser multidisciplinar em função da gama de necessidades que é percebida.

Isso significa que um paciente não deve ser submetido somente a uma modalidade de tratamento, mas a um conjunto que vai estabelecer os mecanismos para propiciar os resultados esperados.

Voltando para o espectro autista, a terapia de integração sensorial objetiva reunir um grupo de especialistas compostos por terapeutas ocupacionais e psicomotricistas. Além disso, caso haja alguma precisão, o médico pode indicar outros profissionais para complementar o grupo idealizado para o tratamento.

Os especialistas em terapia ocupacional têm como instrumentos de suas ações as atividades que estão presentes no cotidiano das pessoas. Eles propõem intervenções que favorecem aspectos cruciais para a vida do indivíduo, como a recepção, o processamento e a resposta adaptativa ao meio através da integração de informações sensoriais.

Os psicomotricistas, por sua vez, trabalham com a psicomotricidade e procuram agir de maneira que valorizam pontos importantes, a saber: a saúde, a educação e a cultura do indivíduo. Vale dizer que isso é responsável por avaliar o indivíduo na relação com o ambiente que o circunda.

A integração sensorial e a relação com a vida de uma pessoa

A integração sensorial está intimamente ligada à vida de todos nós a partir do momento em que habilidades fundamentais para nossa autonomia dependem dela. Essas faculdades mentais são responsáveis por nos orientar e nos induzir à organização, interpretação de sensações e às respostas ao ambiente. Vale ressaltar que isso é fundamental para nossos aspectos funcionais. 

Problemas de integração sensorial são atribuídos apenas ao TEA?

Não. Embora pacientes com autismo convivam com aspectos sensoriais peculiares (com alguns déficits que influenciam até mesmo o comportamento), é importante ressaltar que pessoas diagnosticadas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) também enfrentam problemas de integração sensorial.

Há muitas pesquisas que comprovam essa possibilidade, no qual evidenciam o fato de que crianças com TDAH também são acometidas por alterações gerais no processamento sensorial.

“Alguns estudos sobre a Modulação Sensorial observaram que uma porcentagem significativa das crianças com TDAH apresentam diferenças na reatividade sensorial comparadas às crianças com desenvolvimento típico, através de instrumentos fisiológicos que avaliam o potencial somatossensorial evocado e reação eletrodérmica, como também através de instrumentos comportamentais.”

Os levantamentos realizados pelos pesquisadores procuram evidenciar que a modulação sensorial pode se apresentar de maneira comprometida também em pessoa com TDAH.

Além disso, os problemas de integração sensorial podem ser percebidos em indivíduos com Síndrome de Asperger, Síndrome do X Frágil e Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC). Portanto, a terapia de integração sensorial é fundamental para impulsionar o desenvolvimento dos pacientes.

 

 

 

Dr Clay Brites

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