Para Professores: atividades interativas para crianças com autismo

A sala de aula é o melhor lugar para a diversidade mostrar o quanto ela pode ser valiosa na formação das crianças e dos profissionais. Diante da realidade de alunos com autismo, a dinâmica do ambiente precisa passar por uma reformulação a fim de que todos, sobretudo esses estudantes, sejam abraçados pela proposta.

Além da escola, os professores, melhor do que ninguém, têm em suas mãos as ferramentas necessárias para elaborar um local que favoreça a troca de experiências entre todos que estão inseridos neste contexto. Existe uma série de atividades que contribuem para o desenvolvimento pedagógico e social do autista.

Conhecendo o aluno

Dentro de um conjunto de possibilidades, o educador pode analisar qual a melhor tarefa/brincadeira para cada aluno que esteja inserido no ambiente em questão. Antes, porém, é imprescindível conhecer as características do aluno autista para identificar o que deve ser feito ou não. Importante saber que nem tudo pode ser legal para ele, ainda mais considerando peculiaridades como a hipersensibilidade que o estudante pode ter.

Quais são as atividades?

Para auxiliar os professores, disponibilizamos algumas atividades que exercem influência no aspecto pedagógico da criança, além de estimular o contato com os coleguinhas e com todo o contexto que faz parte do contexto.

– Tocar instrumentos musicais

A grande vantagem de estimular os alunos a participarem da tarefa está no fato de induzir o conhecimento de determinadas áreas regidas pelo cérebro. A primeira delas é a percepção auditiva a partir da discriminação dos sons, ou seja, da distinção entre eles.

Outro ponto que merece destaque a partir do toque dos instrumentos é a orientação espacial e a localização do som; memorização e interação com os demais coleguinhas de sala.

– Ciranda do alfabeto

A brincadeira de agora não exige tanto esforço por parte das crianças, mas requer que todos tenham interação suficiente para prosseguir com a tarefa. Funciona da seguinte maneira: os alunos deverão sentar formando um círculo. O próximo passo consiste no pequeno falar que gosta do coleguinha com a letra ‘A’ porque ele é ‘amável’. Outro diz que gosta do amigo ao lado com a letra ‘B’ porque ele é ‘brincalhão’, e assim segue até que todos tenham participado.

O objetivo dessa tarefa é estimular a linguagem, a capacidade de comunicação, a criatividade, a coordenação espacial, a socialização e a afetividade do aluno com autismo. Se a criança demonstrar dificuldade, não hesite em ajudá-la, demonstrando confiança.

– Marcando pegadas no chão

A tarefa de agora consiste em marcar passos pelo chão da sala. O professor deve fazer o percurso inicial para mostrar aos alunos como será a brincadeira. Ao avançar pelas pegadas, o educador deve falar em voz alta: pé direito, pé esquerdo, pé direito, pé esquerdo até completar tudo.

Interessante salientar que essa atividade é ideal para ensinar os pequenos determinadas funções que farão diferença em toda a vida, tais como: a identificação da lateralidade, o incentivo ao equilíbrio do corpo, a coordenação motora global; além da interação com os demais coleguinhas de sala.

 

 

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