Quais os tipos de tratamento para Autismo?

 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição de origem neurobiológica que afeta determinadas habilidades comportamentais e funcionais dos indivíduos. Isso é responsável por uma preocupação iminente na busca de uma intervenção que vise a trabalhar os possíveis déficits que podem prejudicar o paciente.

Saber quais os tipos de tratamentos para autismo é essencial, pois a partir disso os pais tendem a encontrar, por meio de acompanhamento profissional, a melhor maneira de providenciar as ações preventivas frente aos sintomas desse transtorno.

Sendo assim, conhecer o que está disponível no que diz respeito às intervenções é válido, pois muitas vezes os responsáveis por uma criança que convive com o TEA, por exemplo, pode não imaginar o quanto os tratamentos para autismo são abrangentes.

A psicomotricidade e o desenvolvimento das pessoas com TEA

Quando falamos em tratamentos para autismo, as atividades voltadas para a psicomotricidade merecem lugar de destaque, pois tais técnicas se pautam em uma ciência responsável por envolver o desenvolvimento integrado de habilidades motoras que são associadas aos aspectos emocionais e cognitivos. Esse acompanhamento ajuda a melhorar e a lapidar expressões coordenadas dos movimentos da criança na execução de uma atividade ou alguma tarefa sequencial.

Importante lembrar que a psicomotricidade tem a finalidade de permitir que a criança com TEA adquira habilidades que proporcionarão a ela a autonomia necessária para seu desenvolvimento. O pequeno passa a apropriar de sua imagem e de seu esquema corporal; e da consciência de seu corpo dentro de um contexto. As atividades que lidam com a psicomotricidade procuram trabalhar estratégias de autopercepção, um processo que permite com que o paciente se conheça ainda mais.

A terapia ocupacional e o autismo

Os tratamentos para autismo também encontram espaço na terapia ocupacional. A importância dessa ciência está ligada também a algumas abordagens da psicomotricidade. No entanto, os profissionais da área enfocam as ações mais pontuais da vida diária da criança.

O objetivo dos terapeutas ocupacionais é estimular competências e habilidades que impulsionarão a qualidade de vida do pequeno. Atividades que são praticadas todos os dias, tais como:

– Habilidades da vida diária, tais como o treinamento do toalete, vestir-se, escovar os dentes, pentear cabelos, calçar sapatos, e outras habilidades de preparação;

– Habilidades motoras finas necessárias para a realização de caligrafia ou cortar com uma tesoura;

– Habilidades motoras utilizadas para andar de bicicleta;

– O sentar adequado, percepção de competências, tais como dizer as diferenças entre cores, formas e tamanhos (CREFITO 9).

Interessante lembrar que o tratamento pautado na terapia ocupacional é ideal para proporcionar a melhora no relacionamento da criança com os demais. Além disso, outros progressos podem ser notados, como o estímulo à concentração, a autorregulação, a independência e outras tarefas imprescindíveis para o cotidiano.

A ABA e o desenvolvimento dos pacientes

A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é uma área do conhecimento cuja responsabilidade é de empreender pesquisas e aplicações a partir dos princípios básicos da ciência da análise do comportamento.

A ligação dessa ciência com os tratamentos do autismo é a seguinte: a intervenção a ser aplicada (quando seguem os preceitos da ABA) leva em conta os contextos em que a criança está inserida, além do comportamento. A aplicação de tarefas voltadas para o tratamento do autismo pode ser dada no dia a dia, em situações que para a criança/adolescente com TEA faz toda a diferença.

O uso de medicamentos no autismo

A medicação no TEA é tão eficaz quanto as terapias mencionadas acima e assim como as atividades já mencionadas, a aplicação de medicamentos só podem ocorrer após indicação de um neuropediatra. É extremamente importante que o acompanhamento médico seja constante a fim de promover os resultados esperados pela família, assim como o desenvolvimento do pequeno.

 

 

 

Dr Clay Brites

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