Quais são os processos de intervenção do Autismo?

Muitos pais e mães costumam ficar sem um norte quando o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista é confirmado por um médico. Essa primeira reação é absolutamente normal, principalmente se os adultos em questão não foram apresentados ou vivenciaram alguma situação semelhante. Nesse caso, cabe ao médico orientá-los sobre qual a melhor solução para lidar com o quadro da criança. O especialista terá, então, todas as informações acerca da intervenção do autismo.

A primeira consulta

Importante salientar que antes desse contato inicial com o médico, os responsáveis pela criança devem notar alguns pontos característicos que podem vir desde os primeiros meses.

– Quais são eles?

– Alguns traços comportamentais tendem a ser de fácil de percepção. Quando a mãe amamenta é normal que o bebê olhe para seus olhos como uma forma de comunicação, considerando que nessa fase o pequeno não tem ainda a habilidade de linguagem. Sendo assim, o contato visual ou o choro é o principal ‘meio’ para haver interação entre ambos. A criança com autismo não interage muito, nem mesmo nessa situação.

– A curiosidade em tocar, olhar para as pessoas e estabelecer algum tipo de contato são atitudes que podem ser observados naqueles pequenos atípicos, ou seja, que vivem sem o TEA. Quem convive com autismo costuma ficar em seu próprio canto, brincando com um objeto específico, em seu próprio ‘mundo’.

– No consultório

Após essa análise, pais e mães devem procurar auxílio com médicos que estão aptos a oferecer suporte: neuropediatra ou pediatra. Esses especialistas recebem os relatos dos responsáveis e utilizam algumas técnicas que facilitam ainda mais a busca por um diagnóstico.

Os neuropediatras, por exemplo, podem optar por contar com algumas escalas de avaliação que possibilitam a identificação do autismo: ADOS-2 (escala de observação) e o ADI-R (escala de entrevistados).

Depois da primeira consulta

Confirmado o diagnóstico, o especialista vai conversar com o pai e a mãe da criança a fim de informar qual a melhor intervenção para o que acabara de ser apresentado no consultório.

O médico também pode recomendar o acompanhamento de outros profissionais que contribuirão no processo terapêutico. Dentre eles, destaca-se uma seleção de terapeutas, a saber: fonoaudiólogos, psicopedagogos, pedagogos, entre tantos outros tão importantes.

Intervenção do autismo na escola

O ambiente escolar costuma ser o primeiro local fora do âmbito familiar em que a criança precisa ir. No caso de um aluno que convive com TEA, os educadores precisam ser capacitados para recebê-lo de maneira inclusiva. Isso significa incluí-lo em atividades que realmente vão proporcionar o aprendizado pedagógico e social.

O papel dos psicopedagogos no TEA

A psicopedagogia em casos de autismo procura não só enfocar o TEA, mas também os aspectos necessários para o desenvolvimento da aprendizagem da criança. Outra característica dessa área de abordagem é o estímulo de uma construção de condutas que sejam mais assertivas, dando ênfase na convivência da criança na sociedade.

Fonoaudiólogos na condução de intervenção do autismo

A vida social de todo ser humano se dá através da linguagem. No caso do TEA, os pacientes podem ter essa habilidade afetada. Sendo assim, esses terapeutas procuram trabalhar técnicas que valorizem a comunicação da criança a fim de possibilitar condições de se fazer entendida, seja pela comunicação verbal ou alternativa.

Profissionais que valorizam a interação social

Além dos especialistas citados acima, existem outros que são fundamentais na vida do paciente: terapeuta ocupacional, psicólogos e analistas comportamentais. Todos esses trabalham também na inserção da criança no meio social.

As etapas seguintes à experiência escolar devem contar com o acompanhamento dos profissionais para que o pequeno se torne um jovem e um adulto com mais autonomia por meio de resultados claramente satisfatórios a depender de cada caso.

 

Dr Clay Brites

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