Qual o tempo estipulado para o tratamento do Autismo?

O assunto de hoje é sobre o tempo que uma pessoa leva para lidar com as intervenções do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O tratamento do autismo tem um tempo estabelecido? Existe começo, meio e fim para ele? Estas dúvidas podem parecer ingênuas, mas muitas pessoas levam tais questionamentos aos consultórios médicos. Afinal, tudo que se referir à saúde dos filhos ou de um ente querido deve ser, sim, bem esclarecido. Não deixem espaços para hesitação, quando o que mais importa é a constatação de uma informação bem fundamentada e orientada.

O que deve ser considerado no tratamento do autismo?

Antes de tudo, é necessário salientar que cada paciente vai receber uma intervenção diferenciada. Cada pessoa tem uma precisão e uma característica distinta. O primeiro passo é o acompanhamento médico. Os pais ou responsáveis pela criança devem relatar aos especialistas o que fora observado desde os primeiros sinais.

Por falar nisso, o autismo pode se manifestar ainda na primeira infância por meio de pequenos traços no comportamento, como a falta do contato visual direto com a mãe, o atraso na fala, entre outros.

Bom, como os sintomas já foram relatados em outros artigos. Vamos focar mesmo no tempo estipulado para o tratamento do Autismo e o que mais pode acompanhar as intervenções dos pacientes.

Existe tempo para o tratamento do autismo?

Na verdade, falar de tempo estipulado não é algo seguro, pois como os especialistas aplicam intervenções bem direcionadas e cada pessoa tem uma característica específica, precisar um prazo certo é complexo.

O que podemos afirmar é que o tratamento vem acompanhado de etapas, onde a partir do progresso conquistado, os profissionais passam para outras técnicas visando à solução de mais aspectos comportamentais e cognitivos que carecem de observação.

Terapias são pautadas em eixos. Vocês sabem o que isso significa?

Responsáveis pelo direcionamento do tratamento do autismo, esses eixos de intervenção servem para estabelecer as formas de abordagem voltadas para os pacientes. Vale ressaltar que os eixos de intervenção datam dos anos 50, mas nas décadas de 90 e 2000 outros foram apresentados à comunidade médica para que os profissionais pudessem colocar em prática e aperfeiçoar as técnicas. Em artigos anteriores já abordamos todos esses cinco eixos. Confiram quais são eles:

Eixo comportamental

Aqui, nós temos o carro-chefe do tratamento no autismo. As técnicas aplicadas aqui visam ao ajuste do comportamento da criança para a melhora de sua capacidade de interação e comunicação social. O que se busca é a maneira ideal do paciente se portar no ambiente em que está inserido a partir de suas habilidades funcionais.

Eixo desenvolvimental

Os profissionais procuram trabalhar os desajustes que as crianças têm em seu desenvolvimento para que os pequenos consigam atingir o nível esperado para a idade em que estão. Esses tratamentos têm o objetivo de observar alguns atrasos presenciados em vários aspectos do desenvolvimento dos pequenos, que geralmente estão aquém de sua faixa etária.

Eixo individual

É quando o paciente necessita fazer intervenção fonoaudiológica, terapêutica ocupacional, sensorial; que trabalham as estereotipias mais graves e mais severas. Vale lembrar que esses tratamentos são bastante aprofundados.

Eixo medicamentoso

Aqui, o uso de medicamentos é feito para reduzir os sintomas e abordar as comorbidades do autismo, considerando que 85% das crianças com TEA apresentam de duas a cinco comorbidades. Muitas vezes a medicação tem um papel fundamental para controlar e diminuir os efeitos desses transtornos associados ao autismo.

Suporte escolar e o tratamento no autismo

O papel que o suporte oferece às crianças que convivem com o TEA é essencial. Essa parte utiliza métodos de educação estruturada, formas de intervenção dentro da sala de aula, preparo dos professores e a interação entre professor, família e aluno. Vale lembrar que todo esse trabalho deve ser pensado a partir dos eixos citados acima.

 

 

Dr Clay Brites

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