Semana de Conscientização do Autismo: quais os tipos de terapia para Autistas?

Na Semana de Conscientização do Autismo, a abordagem sobre os tipos de terapia para crianças ou adolescentes com o espectro merece ser retomada. A importância que as intervenções representam na vida das pessoas é enorme. Vale ressaltar que os tratamentos existentes têm a sua eficácia comprovada por meio de pesquisas realizadas nas últimas décadas.

Vejam neste artigo quais as terapias mais comuns e como elas podem transformar não só a vida da pessoa com autismo, mas de todos que convivem com ela. Tal transformação é sempre para melhor, tendo em vista o conjunto de benefícios que estão incluídos.

ABA – Análise Aplicada do Comportamento (Applied Behavior Analysis)

A ciência em questão é responsável por trabalhar a mudança de comportamento, em que determinados procedimentos originados de princípios da aprendizagem são utilizados para promover a melhora comportamental; além de estabelecer a aquisição de novas habilidades.

Importante ressaltar que a ABA dispõe de processos que vão desde o desenvolvimento de tratamentos adequados ao paciente a avaliação constante das terapias utilizadas.

Muitos pais e profissionais aprovam a ABA. Isto acontece porque a ciência abarca uma série de procedimentos que apresenta progressos na vida das pessoas que estão incluídas no Transtorno do Espectro Autista (TEA), veja alguns a seguir:

– Desvanecimento: quando ocorre a redução de instruções para induzir a independência;

– Reforço positivo: para promover comportamentos desejáveis, usa-se recompensas que estimulam o paciente;

– Moldagem: pode-se dizer que nesta parte ocorre a etapa anterior ao reforço positivo, pois a criança, por exemplo, será recompensada com algo por ter chegado próximo de um comportamento adequado;

– Reforço diferencial: quando ocorre a intensificação de uma alternativa que seja socialmente aceitável ou a falta de um comportamento.

Há que se ressaltar a existência de programas de intervenção baseados na ABA e que também tiveram a eficácia comprovada: UCLA/Lovaas e Early Start Denver Model (ESDM).

TEACCH e a educação

O TEACCH, Tratamento e Educação para Crianças Autistas e Crianças com déficits relacionados com a Comunicação, é um programa no qual a abordagem tem como base a observação: pessoas com autismo podem compartilhar um padrão de comportamento; além disso, leva-se em conta a forma que os indivíduos pensam, alimentam-se, vestem-se, enxergam seu mundo e se comunicam.

Tratamento farmacológico

A farmacoterapia é uma das formas mais eficazes de oferecer à pessoa com autismo melhores condições de lidarem com os sintomas-alvo presentes no TEA. O uso de determinados medicamentos controlam a incidência de situações que envolvem insônia, depressão, ansiedade, ataques de raiva, hiperatividade, irritabilidade, falta de atenção, comportamentos repetitivos, entre tantos outros. Estima-se que a maior parte dos indivíduos que convive com autismo faça uso de algum de alguma substância farmacológica.

Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

A abordagem da TCC no tratamento de crianças e adolescentes em idade escolar foi responsável pelo controle da ansiedade e nas habilidades do dia a dia. Segundo estudos, a taxa de pacientes assistidos pela TCC que apresentaram resultados consideráveis gira em torno de 78% (crianças de 7 a 11 anos).

 

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