Sintomas de Autismo: qual especialista devo procurar?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que leva a severos atrasos, desvios de desenvolvimento e comportamento nos primeiros anos de vida da criança. Exige diagnóstico precoce e intervenção interdisciplinar (por vários profissionais ao mesmo tempo e em constante comunicação) para que seus efeitos sejam progressivamente diminuídos a fim de impactar o mínimo possível na vida futura e na qualidade de vida do portador e de sua família.

Por ser um distúrbio altamente restritivo à vida da criança, muitos pais ao se depararem com sinais e sintomas de Autismo no seu (sua) filho (a), ficam inseguros e preocupados em querer logo elucidar 2 perguntas: meu filho realmente tem o transtorno? E, confirmado o diagnóstico, como tratá-lo da forma mais eficaz?

Tais questionamentos merecem respostas seguras, especializadas e embasadas em evidências científicas, pois a criança não pode perder tempo nem esperar “para ver o que vai acontecer”. A família, por sua vez, tem que obter logo ambas as respostas e ser orientada a fazer o que é realmente importante e necessário. A Academia Americana de Psiquiatria e sua similar de Pediatria publicaram artigos consensuais e protocolos de ação que lançam luz a estas questões.

Em geral, resumidamente, tais organismos recomendam que os profissionais médicos e não-médicos, assim como escolas e profissionais de Educação, estejam bem informados e atualizados acerca do Autismo para que em qualquer ambiente e sob qualquer avaliação, estas crianças possam ser identificadas. O próximo passo é encaminhar o mais cedo possível para especialistas, dentre eles, neurologistas infantis (neuropediatras) e psiquiatras infantis, os quais devem conhecer os meios para confirmar o diagnóstico e orientar a abordagem terapêutica a qual deve estar alicerçada em pesquisas científicas e orientada por protocolos internacionais.

Os eixos mais importantes de tratamento devem reabilitar atrasos de desenvolvimento da criança com TEA e intervir nos seus desvios de comportamento. Fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos tem sido os profissionais mais aptos para estas intervenções, mas estes devem conhecer os métodos mais indicados para cada situação e nortear suas práticas com ações embasadas em ciência respeitando as peculiaridades de cada criança e de cada família, aplicando-as sempre dentro do contexto social para que a criança aprenda a generalizar o que aprende.

Além disto, devem trabalhar em sintonia com a escola e vice-versa para que o espaço escolar seja realmente estimulador e modificador e, ao mesmo tempo, cumpra as adaptações necessárias para que a criança atinja as etapas de aprendizagem esperadas.

Os médicos especialistas devem estar sempre atualizados acerca de medicações que possam auxiliar no controle dos comportamentos e dos problemas que inviabilizam a interação social da criança, sem que estas prejudiquem outros aspectos do desenvolvimento global da mesma.

A missão destes profissionais deve ser averiguar se as intervenções do momento realmente estão cumprindo seu papel e estarem prontos para reorientar novas abordagens em caso de fracasso. As intervenções devem ser intensivas e constantes na vida diária da criança podendo atingir até 25 horas por semana e estas devem trazer resultados modificadores em até 6 meses. O objetivo: buscar a autonomia, a aprendizagem segura de recursos de socialização, comunicação e reduzir/abolir atitudes repetitivas e estereotipias que prejudicam a funcionalidade.

 

Para mais informações, acesse o Pediatria em Foco.

 

Dr Clay Brites

  • Boa tarde! É simplesmente maravilhoso poder contar com as informações prestadas pelo Dr.Clay Brites e sua esposa Dra. Luciana Brites! São sempre valiosas pois auxilia a todos nós envolvidos na área da educação! Muito obrigada que Deus os abençoe um grande abraço!!

  • Um dos maiores problemas é o fato dos pais não ter conhecimento sobre o problema e em de acompanhar os filhos. .

    • Sim! com isso deixam de ajudar seus filhos e a escola perde essa ajuda tão importante para o desenvolvimento do aluno.

  • Olá, preciso de um SOCORRO!
    Recebi um aluno com o Cid F80 e F81 (transtornos específicos da fala e da linguagem e transtornos específicos das habilidades escolares) devido diagnóstico de distúrbio de hipertireoidismo.
    Gostaria de entender o que lhe afetou neurologicamente e se teriam algumas dicas para meu trabalho em sala de aula?

    • Ola Francileide! o diagnostico já identificou, o hipertireoidismo é um problema considerado grave.Vejo que para auxilia-la em sala de aula terá que um trabalho em equipe.Procure sua coordenação e juntos poderão traçar meios para ajudar seu aluno.No entanto tambem a ajudará informar-se melhor sobre esse diagnostico. No site da Neurosaber no youtube, estáo disponibilizados varias aulas que poderáo lhe ajudar.abraços

  • Boa tarde!
    Sou professora de quatro crianças autistas. Assim como os outros profissionais estamos sempre fazendo intervenções com novas abordagens em caso de fracasso na aprendizagem. Em alguns casos conseguimos dar autonomia, a aprendizagem de socialização, comunicação e diminuir as atitudes repetitivas e estereotipias que prejudicam a funcionalidade, mas percebemos também que precisamos de mais profissionais na área educacional, capacitados para lhe dar com estes alunos.

  • Gostaria de saber nos dias de hoje o que mais contribui para o aumento de crianças com esse transtorno? Seriam questões hereditárias?Fatores externos? Ou sempre houve essa demanda mas só devido àis pesquisas se tornou mais gritante?!

    • Elika! todos estes fatores que voce citou influenciam: o fator hereditario, fatores externos e sociais. acompanhe as aulas da Neurosaber no you tube no “Entendendo Autismo” que voce terá muitas informaçoes para sanar suas duvidas.Obrigada

  • Boa tarde, todas as informações pra mim são de grande importância, tem sido um ajuda. Tenho um filho com 22 anos e a menos de um ano alguns professores e uma coordenadora de um Centro Educacional perceberam algumas atitudes do mesmo, eles observaram e falaram pra mim procurar um especialista pra fazer uma avaliação pra saber se realmente ele tem Autismo. E é isso que estamos fazendo. Sim o mesmo já foi avaliado uma vez entre os 12 aos 16 anos que altas habilidades.

  • Boa noite!
    São informações valiosas, pena que na estou tendo tempo de ver todas lives.
    Nós que trabalhamos na educação precisamos muito da ajuda de profissionais competentes e sábios como vcs. Muito Obrigada!

  • Estou realmente amando as informações, que serão de extrema importância para a minha formação de pedagoga. obrigada!

  • As informações são muito importante para nós Educadores pois quanto mais conhecimento obtemos poderemos orienta as famílias da importância de procurar ajudar de especialista. Muito obrigado!

  • Simplesmente perfeito!
    A anos atrás só se falava em dificuldades de aprendizagem onde tudo era considerado psicológico. (Nada contra a psicologia, bem pelo contrário; sem ela não seria fácil conduzir certas situações)
    Agradeço sempre aos profissionais que nos mostram que a neuro ciência explica tudo e que hoje dispomos de melhores recursos para tratar, auxiliar, orientar e trocar informações.
    Ao final do ano passado, concluindo curso superior não foi possível acompanhar todos os assuntos abordados. Creio que não perderei nenhum daqui pra frente pois são muito valiosos.
    Quero agradecer a oportunidade de poder contar com vocês. Parabéns!

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