TEA: Sensibilidade auditiva pode prejudicar em sala de aula?

O que se sabe sobre a sensibilidade auditiva? Você tem alguém em casa que apresenta essa condição? É verdade que muitas vezes os casos relatados são diagnosticados como uma característica de quem tenha algum distúrbio relacionado ao TEA (Transtorno do Espectro Autista).

Esta situação também é conhecida como hipersensibilidade auditiva e está, sim, presente na vida de muitos autistas. O quadro pode variar dependendo da pessoa e da ocasião. Agora, vale ressaltar a dúvida de pais e educadores se tal quadro pode prejudicar de alguma forma a permanência de algum aluno em sala de aula. A preocupação é pertinente, uma vez que o ambiente escolar é diversificado e conta com períodos de calma e agitação, ainda mais em se tratando de crianças.

O que pode impactar na vida do estudante que tenha essa sensibilidade auditiva?

Primeiramente, é importante salientar que nenhuma pessoa consegue absorver conteúdos quando o ambiente é hostil. No caso do autista, isso se torna mais difícil porque ele não encontra alternativas que possam solucionar tamanho incômodo. A reação do aluno pode ser variada, tendo os surtos como o mais provável, pelo fato de não saber como se comunicar por conta da irritação.

Outra informação é que, devido à situação citada acima, a criança terá o seu rendimento completamente rebaixado, tendo em vista o clima de hostilidade que o barulho em excesso pode causar. A falta de compreensão de seus colegas de turma também pode exercer influência na permanência do aluno em sala.

No caso da sensibilidade (ou hipersensibilidade) auditiva, um ruído simples para uma audição normal pode se transformar em algo insuportável para o autista: o barulho de um tênis (a borracha do solado), o tilintar de louças, o sinal do pátio da escola, entre outros.

O que fazer para a permanência do aluno em sala?

Há que se ressaltar uma informação: não são todos e quaisquer barulhos que causam essa irritabilidade na criança. É preciso saber com os pais do pequeno quais os itens que, provavelmente, poderão ocasionar essa sensibilidade.

Importante ressaltar como o acompanhamento médico pode ser útil nessa pesquisa feita pelos pais e, logo depois, pelos educadores. A partir do relato dos responsáveis pela criança, a elaboração de táticas para driblar essa irritabilidade com os barulhos pode ser uma ótima solução dentro de sala de aula.

Com base em tais informações, os professores podem trabalhar com o aluno autista e o restante da turma atividades que fujam dos barulhos específicos, que provocam essa sensibilidade auditiva.

Quando o caso é grave, o auxílio multidisciplinar para intervenções na criança é aconselhável?

É praticamente impossível enquadrar todos os autistas em um mesmo grupo. Cada um apresenta suas características. No caso da sensibilidade também é assim. Quando uma criança demonstra uma grande irritação com barulhos impossíveis de serem evitados, a presença de uma equipe de profissionais é completamente aconselhável.

O acompanhamento de neuropediatras, psicopedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais (entre outros) é necessária para que todos possam encontrar o tratamento que vai auxiliar a criança.

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