Terapia Ocupacional para autismo aumenta autonomia e qualidade de vida

Todos nós sabemos que pessoas com autismo devem ser tratadas sob orientação de uma equipe multidisciplinar. Isto significa que especialistas de diversas áreas são responsáveis por determinada habilidade da criança/adolescente.

Terapia ocupacional: um campo de atuação indispensável

Dentre essas áreas, voltadas para o desenvolvimento do pequeno com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), destaca-se aqueles que trabalham com a terapia ocupacional.

Importante salientar que essas pessoas são extremamente preparadas para lidarem com as mais diversas situações vivenciadas por pacientes com TEA. Para se ter uma ideia da importância: “o Terapeuta Ocupacional age, a partir da compreensão do contexto escolar, como fonte de possibilidades para ampliação do espaço de intervenção e utiliza dispositivos direcionados na melhora na qualidade de vida e autonomia das crianças com TEA (BARBA; MINATEL, 2013).”

Por que a terapia ocupacional?

A escolha da terapia ocupacional ocorre porque os especialistas trabalham com exercícios e terapias que promovem a reabilitação de pessoas que apresentam alguma limitação no aspecto psicomotor e cognitivo. Os profissionais que atuam na área realizam suas atividades junto de seus pacientes a fim de providenciar uma maior autonomia por parte da criança em seu próprio desenvolvimento. O terapeuta ocupacional pertence às profissões que estão incluídas no campo da saúde.

Quais são as habilidades trabalhadas com a criança? 

A Terapia Ocupacional é imprescindível na vida dos pequenos. Segue abaixo a relação de habilidades trabalhadas pelos profissionais, segundo o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª região (CREFITO – 4):

–  Habilidades motoras finas necessárias para a realização de caligrafia ou cortar com uma tesoura;

– Habilidades motoras utilizadas para andar de bicicleta;

– O sentar adequado, percepção de competências, tais como dizer as diferenças entre cores, formas e tamanhos;

– Habilidades da vida diária, tais como o treinamento do toalete, vestir-se, escovar os dentes, pentear cabelos, calçar sapatos, e outras habilidades de preparação;

– Consciência corporal e sua relação com os outros;

– Habilidades visuais para leitura e escrita;

– Brincar funcional, resolução de problemas e habilidades sociais;

– Integração dos sentidos, realizado através da abordagem de integração sensorial com objetivo de diminuição de estereotipias;

 

Em que lugares podemos encontrar tratamentos com terapeuta ocupacional?

  • Hospitais;
  • Centros especializados em reabilitação psicomotora;
  • Clínicas particulares;
  • Universidades públicas e particulares;

Lembrando que:

As faculdades de terapia ocupacional sempre abrem vagas para que a comunidade externa possa participar dos programas que oferecem exercícios e atividades às pessoas. Com o auxílio de professores, os estudantes são acompanhados de perto no trabalho desenvolvido com pacientes atendidos, principalmente, pelo Sistema Único de Saúde.

O que a criança pode conquistar para a sua vida?

Por meio da Terapia Ocupacional, o pequeno com autismo pode conquistar sua autonomia, a saber:

  • Desenvolvimento de relacionamentos com seus pares e adultos;
  • Aprendizagem e concentração de tarefas;
  • Capacidade de expressar sentimentos em formas mais adequadas;
  • Mais facilidade para envolver-se em jogo com os pares;
  • Aprender a se autorregular;
  • Habilidade para realizar atividades mais refinadas, tais como: escovar dentes, lar laço, vestir-se etc.
  • Independência;
  • Aprendizagem;
  • Autoconfiança;

 

Diante do que foi exposto, todos podem perceber o quão importante é a Terapia Ocupacional no desenvolvimento e na qualidade de vida da criança.

 

Dr Clay Brites

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