Tratamentos e Intervenções no TEA

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que interfere em alguns aspectos fundamentais para a autonomia da pessoa, como o comportamento, a comunicação e a interação social. É importante ressaltar que o tratamento no TEA só pode mostrar seus efeitos de forma completa quando o diagnóstico é feito de maneira precoce.

Tratamento para todos os casos diagnosticados

No entanto, isso não significa que as pessoas cuja descoberta do autismo ocorreu tardiamente não devam ser submetidas a intervenções que diminuam os efeitos do TEA em suas vidas. Muito pelo contrário, tão logo o diagnóstico é revelado, a equipe de terapeutas (que inclui médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, entre outros) precisa estabelecer um plano estratégico que favorecerá o paciente.

Existe uma série de tratamento no TEA com o objetivo de oferecer às pessoas a oportunidade de amenizar e até eliminar alguns pontos prejudiciais que são trazidos por esse transtorno. Mas essas intervenções não fazem parte de um mesmo ‘pacote’ e podem ser bem diversificadas. Você sabe quais são elas? Veja a seguir.

A musicoterapia e seu poder sobre o autismo

O Tratamento no TEA a partir da musicoterapia é algo que muitas famílias têm procurado para suas crianças. Esse tipo de intervenção ajuda o paciente a promover a sua saúde em contato com a música.

A pessoa que convive com o autismo passa a vivenciar a música de maneira ativa por meio de atividades que valorizam “a audição, o desempenho, a composição e a improvisação musicais”, uma vez que a seleção destas atividades passa a ser determinada pela necessidade clínica do paciente,

Além disso, a terapia valoriza as habilidades desenvolvidas e potenciais; gostos, histórico e ideias em relação à música, reforçados com a abordagem teórica e a metodologia clínica trazidas pelo terapeuta.

Os pacientes com autismo tendem a apresentar melhoras com o passar do tempo, tendo em vista que a musicoterapia tem entre seus principais objetivos: desenvolver a comunicação social e a interação; diminuir estereotipias e hiperatividade; valorizar comunicação não-verbal, entre outros vários aspectos.

A equoterapia dentro do tratamento no TEA

Outra terapia que trazemos aqui é a aquela praticada através do contato da criança com a prática da equitação. Pesquisa da Unicamp revela que os pacientes têm muito a ganhar por meio dessa intervenção. O estudo percebeu que a presença do paciente com o cavalo já é responsável pela aquisição da linguagem e da percepção do corpo pelo pequeno.

A análise identificou que até o passo do cavalo contribui para a evolução do paciente, a partir do momento em que o estímulo ao tato e ao sistema vestibular (responsável pela manutenção do equilíbrio) é influenciado pelo efeito cinesioterápico.

A arteterapia e a alternativa para trabalhar os sintomas do autismo

Outra opção para quem deseja encontrar um tratamento para fazer frente ao TEA é a arteterapia. Essa técnica não é nova como parece. Nos anos 1960 a arteterapia passa a ser reconhecida como um dispositivo terapêutico que absorve os saberes das áreas do conhecimento.

Segundo estudos, a arteterapia é responsável por estimular a imaginação, liberar as manifestações de símbolos, trabalhar a expressão criativa a afetividade. Essa técnica procura lidar com o ser humano em sua totalidade.

O melhor tratamento no TEA

Afinal qual é o melhor tratamento? Na verdade, essa resposta será dada após o contato com um profissional que analisará o caso levado a seu consultório. A família também precisa ver as condições que possibilitarão a intervenção indicada. Converse com um especialista.

 

 

 

Dr Clay Brites

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