Tratamentos mais indicados para independência no Autismo

 

Um dos maiores desafios de um paciente com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou simplesmente autismo, está na possibilidade de atingir sua autonomia. Nada mais desejado por pais e profissionais que a capacidade da criança de lidar com situações diversas sem depender de auxílio para as tarefas mais básicas. A independência no autismo é possível graças a alguns tratamentos que visam a atingir esse resultado.

Antes de qualquer intervenção, é preciso que pais deem o primeiro passo em direção ao tratamento. Isso significa que os adultos devem procurar ajuda com profissionais que podem ajudar a identificar o transtorno e finalmente chegar ao diagnóstico.

As variações do TEA

Importante lembrar que o TEA não é uma doença fechada, ou seja, não apresenta as mesmas características para todos os pacientes. Ele pode variar dependendo do espectro em que a pessoa se encontra.

Sendo assim, é possível ver pessoas que convivem com o TEA e que trabalham, estudam, constituem família; por outro lado, há aqueles que não desenvolvem a fala e apresentam o autismo severo.

Portanto, os tratamentos mostrados aqui podem desempenhar habilidades distintas nas crianças, lembrando que o mais esperado em todos os casos é a autonomia dos pequenos. Vejam a seguir algumas das intervenções mais indicadas para a independência do autismo.

ABA e os aspectos que impactam na interação social

A ABA (Applied Behavior Analysis) é uma área de conhecimento que procura desenvolver pesquisas e aplicações a partir dos princípios básicos da ciência da Análise do Comportamento.

Importante relembrar que ao longo das décadas, as pesquisas descobriram uma série de tecnologias cuja elaboração procurou desenvolver repertórios comportamentais que fossem saudáveis e eficazes nas populações mais diversas.

A ABA não é um método, mas sim um campo que investiga e promove uma aplicação dinâmica cuja evolução se dá por meio de novos princípios comportamentais à medida que novas pesquisas são produzidas. Sendo assim, muitos terapeutas utilizam o embasamento da ABA para levar a seus pacientes e trabalharem todos os aspectos necessários.

Terapia Ocupacional para estimular a autonomia do paciente

A Terapia Ocupacional é indispensável no desenvolvimento das crianças. Para se ter uma idéia do quão importante ela é para os pequenos, segue abaixo a relação de habilidades que são desempenhadas pelos profissionais, de acordo com o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª região (CREFITO – 4):

–  Habilidades motoras finas necessárias para a realização de caligrafia ou cortar com uma tesoura;

– Habilidades motoras utilizadas para andar de bicicleta;

– O sentar adequado, percepção de competências, tais como dizer as diferenças entre cores, formas e tamanhos;

– Habilidades da vida diária, tais como o treinamento do toalete, vestir-se, escovar os dentes, pentear cabelos, calçar sapatos, e outras habilidades de preparação;

– Consciência corporal e sua relação com os outros;

– Habilidades visuais para leitura e escrita;

– Brincar funcional, resolução de problemas e habilidades sociais;

– Integração dos sentidos, realizado através da abordagem de integração sensorial com objetivo de diminuição de estereotipias.

O papel dos profissionais de fonoaudiologia no Autismo

Esses especialistas são responsáveis por traçar, juntamente com as diretrizes da equipe pedagógica das escolas, uma série de exercícios que procuram desenvolver a oralidade. Isso significa que os profissionais procuram utilizar materiais gráficos que estimulam a leitura e, dessa forma, analisar os problemas apresentados pela criança.

Outro fator que vale a pena ressaltar é a associação das funções do fonoaudiólogo ao planejamento escolar, uma vez que a comunicação do estudante é um detalhe primordial de todo o processo pedagógico.

Entretanto, vale salientar que esses profissionais não pertencem à área pedagógica, mas representam uma importante parceria na proposição de soluções que visem dar à criança melhores resultados em sua linguagem.

Dr Clay Brites

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